Nova Iorque não. New York!!!

 

A Big Apple é considerada a capital do mundo. O maior centro financeiro do planeta possui uma população de mais de 8 milhões de pessoas, das mais diferentes nacionalidades. É um local realmente globalizado, que respira cultura e anda rapidamente. New York é cenário obrigatório na história americana, da humanidade, do cinema e referência na moda, na gastronomia, entretenimento... a cidade é ela por ela mesma, com personalidade, a única cidade do mundo com serviço de metrô 24h. A cidade que nunca dorme.

 

New York é uma cidade única. Para comentar a cidade, dividiremos em 5 partes a matéria especial sobre a metrópole. Aqui, as ruas gays não possuem bandeiras coloridas como no Canadá. Mas especificamente em NYC - New York City - a tolerância e respeito aos gays é uma história construída com o passar dos anos. Nos últimos anos, Manhattan, a ilha principal que abriga o núcleo da cidade, conseguiu reverter a criminalidade crescente e hoje apresenta taxas de segurança confortáveis. Somando com a quantidade de serviços destinados ao público gay, a cidade é um paraíso. 24h de serviços de transporte, além dos módicos tradicionais taxis amarelos, NYC fez e faz história na cena gay noturna.

No dia 28 de junho de 1969, em um bar com freqüência de homossexuais, o Stonewall Inn, a polícia deu uma "batida", conforme fazia. Gays eram constantemente alvo de extorsão e espancamento por parte dos policiais. Nessa ocasião, era o fim de semana da morte da atriz Judy Garland, a eterna Dorothy do filme O mágico de Oz, o ambiente era de comoção e respeito à diva. Várias drag queens foram contra a atitude dos policiais que tentaram prendê-las e foram defendidas por travestis, homossexuais e lésbicas. O protesto durou três dias marcados pelo NÃO À INTOLERÂNCIA e marcou a data em que os gays se organizaram como um movimento, recusando serem tratados como cidadãos inferiores. O fato ocorreu no bairro de Greenwich Village e todos os anos gays de todo o mundo se reúnem no mês de junho para comemorar o mês do orgulho gay com diversos protestos apelidados de paradas, o dia em que foi dado um basta ao preconceito.

O marco zero do movimento gay continua lá. Uma pequena placa de mármore, do tamanho de um cartão postal lembra o acontecido naquele prédio antigo, na rua Greenwich, em frente a pracinha de Sheridan, no bairro de Greenwich Village. O bar Stonewall continua lá e ao redor outros bares, lojas e serviços voltados à população gay. Já a região de East Village cresceu graças ao seu padrinho mais famoso. O artista Andy Warhol montou ali o seu clube na década de 60, o Eletric Circus. Outro ponto de frequência de gays é o bairro do Chelsea, central do povo fashion da cidade. Na rua 54 West, ao número 254, funcionava o lendário Studio 54. O clube era o lugar dos sonhos dos jovens modernos dos anos 70 e 80. A ambiente glamuroso e as infames festas dadas no local atraiam até artistas brasileiros. Reza a lenda que Regina Duarte foi barrada na porta do Studio e que Jô Soares era assíduo no local. Bianca Jagger, modelo e ex-esposa de Mick Jagger, entrou montada em um cavalo branco. Outras pessoas tentaram copiar a façanha e garantir a entrada no local mas foram barradas. Mas os cavalos entraram. E o resto é história...

 

Categoria: 




Conteúdo relacionado