Pais na balada

Vocês estão lembrados de Edith Modesto? Ela é fundadora de um grupo destinado às mães de homossexuais e que sempre está em programas de televisão divulgando esta iniciativa, já esteve no programa Charme, Jô Soares e Altas Horas. Para mostrar a boa influência que esse grupo tem exercido na vida das mães, dos filhos e de famílias com membros gays é que nessa edição voltei a falar do assunto.

Já faz algum tempo que, através de um amigo, conheci uma mulher que tem um filho gay, e trata do assunto com muito amor, interesse e tranqüilidade. Há alguns dias estávamos conversando, quando ela me disse que havia ido para a balada com seu filho. Achei muito legal essa atitude. Até por que, zelando pelo bem dele é que ela foi conhecer seus amigos e o ambiente em que eles freqüentam, e que por acaso é uma famosa casa GLS da cidade.

Neste domingo comentei esse fato com minha irmã mais velha que confessou ter curiosidade de conhecer uma balada gay, mas que nunca teve coragem. E é por essa falta de conhecimento que tantas pessoas imaginam o pior dos homossexuais e dos lugares GLS. Tudo bem que existem aquelas que têm lá suas exaltações e por essa razão as outras mais comportadas levam a mesma fama. Eu mesmo, a primeira vez que fui a uma balada gay estava apreensivo, imaginando que encontraria mil e uma coisas (e encontrei, mas, é porque escolhi, para ir, a balada errada rs).

Mas, o que importa é que o fato de os pais entenderem a realidade de seus filhos faz com que entendam melhor a situação. Não digo que é fácil ou até mesmo que é comum ver filhos acompanhados de seus pais, nem que todos os pais devam sair com seus filhos. No entanto, é muito mais saudável para a relação, pai e filho, um bom diálogo entre eles. Discussões, brigas e intrigas não resolvem, apenas aumentam a preocupação dos pais, o medo, a insegurança, a desconfiança e o estresse. E quando isso acontece, é compreensível que pensem coisas ruins, pois não vivem essa realidade, nem não a conhecem. É claro, isso depende também da conduta de cada um, mas isso diz respeito a cada qual.

Por falar em “cada qual”, me lembrei de um vídeo que tem da Ana Carolina no YouTube. É bem divertido. Ela conta uma rápida história de um taxista que, certa vez, fez a corrida para um casal extremamente conservador, e no final teve um desfeche inusitado. Vale a pena conferir, é só procurar por “Alfredo, é Gisele”. E ainda na onda das cantoras, vocês viram a apresentação da Thalía, neste ultimo Grammy Latino, em que ela interpreta a canção “Seducción”? Pois é, essa é para as meninas, o tempo esquenta quando uma bailarina dá uma boa lambida na cantora (rs). Também está no YouTube, é só procurar por “Thalía Grammy 2006”.

E por hoje é só. Fico por aqui, um abraço a todos e nos vemos na inauguração da Fly.
Beijo.




Comentários

bom é isso ai gostei muito desse artigo por q casos como esse esta ajudando pelo menos no meu caso e temos q divulgar isso cada vez mais e mostrar para os pais a realidade das gls bom um abração e parabens para o meu amigo Fer e um abração tambem para uma pessoa, ela sabe kem é beijos a todos.

acho que os gays deveriam levar os pais na balada, eles as vezes ficam distantes dos pais e isso ajuda a ter mais misticismo e preconceito

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