Educando confiando...


Os adolescentes querem ter os mesmo direitos que os adultos têm. Sair, beber, voltar no outro dia pra casa, dormir onde bem entender, afinal, fazer o que querem da vida. Fazer tudo aquilo que os adultos sempre os proíbem. Será isso o melhor a se fazer?

Acontece com todo adolescente. Eu já estou saindo dessa fase e agora posso falar um pouco melhor sobre o assunto e expor certas idéias que desenvolvi, através do convívio com meus pais e amigos próximos.

 

Umas das primeiras coisas que acontece com a questão da proibição é o desenvolvimento da mentira. O filho, na busca de conseguir de alguma forma realizar a sua vontade vetada pelo pai, acaba recorrendo à mentira. Com os adolescentes homossexuais, isso ocorre na maioria das vezes, o filho começa com as mentiras muito cedo. Os pais educam dizendo que ser gay é errado, feio e que se acontecer com um filho dele, ele mata, espanca ou manda pra fora de casa. O adolescente, ao descobrir sua identidade sexual homossexual, é obrigado escondê-la dos pais com medo das ameaças, da rejeição. E assim fazem através das mentiras, que começam  pequenas até se tornarem fora do controle.

 

 

Os adolescentes, ao contrário de quando eram crianças, já sabem um pouco da vida - o que é certo ou o que é errado. Se não sabem, têm de descobrir. Alguns pais acham que só depois dos 18 anos o filho realmente saberá o que é certo e o que é errado, mas aí está um erro grave. Os  pais proíbem os filhos de muitas coisas, ir a balada, beber, fazer sexo etc... porém o filho não é mais um bebê que o pai tem de dizer o que é certo e o que é errado. O adolescente já tem um conceito formado e fará o que ele achar melhor de um jeito ou de outro. Aí, voltamos ao recurso chamado mentira. Um bom exemplo é o de uma amiga minha que a sua mãe a proíbe de sair pra balada. Então, toda vez que a galera quer sair, ela diz que vai para a casa de uma amiga para dormir lá. A mãe liga para amiga e ela confirma, porém .como todos sabem, ela vai pra balada com a galera. E por já ter mentido aos pais, faz o que quer de vez. Rompendo até com os conceitos morais que os pais ensinaram.

 

A questão levantada acima ajuda-nos a refletir sobre muitos pontos da educação que os pais têm dado aos seus filhos. No qual proibir é o melhor a fazer, nunca considerando que isso faz com que os filhos acabem perdendo a confiança em seus pais e, às vezes, fazendo coisas muito piores  do que simplesmente ir a uma balada. Acabam usando drogas, arrumando amigos de má índole acabam em situações piores do que uma balada inocente.

 

 O melhor a fazer é ter confiança nos filhos. Deixando-os sair, mas em troca pedindo responsabilidade. No caso da sexualidade, falar que vai matar não adianta muito. Palavras como essas só fazem com que seus filhos ocultem  de seus pais o que realmente eles são.

 Isso causa nos adolescente uma grande confusão,pois não podem ser eles mesmos diante das únicas pessoas em quem eles confiam. Novamente, isso causa outra confusão maior. O filho sem ter confiança na própria família acaba recorrendo a qualquer em quem sinta confiança e que consiga ou finja compreendê-lo, o que também possibilita o surgimento de más amizades, que podem levá-lo para caminhos obscuros.

 

Acima, temos dois exemplos de como proibir pode ser muito pior pois os adolescentes  querem que confiem neles e que os deixem tomar certas decisões sozinhos. Se vão ser decisões certas, ou não, eles próprios verão. O errado é tentar ser as “pernas” dos filhos, dizendo o que eles devem  ou não  fazer. O certo seria dar a confiança, que eles tanto querem, para que assim eles possam retribuí-la, sendo responsáveis e sensatos em suas ações.

 

Ser adolescente não é fácil, ser pai também não. Mas a sempre há um jeito de facilitar as coisas. Tente sempre compreender o outro. Essa, pode ser a solução. 

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