Mudança de sexo

Redação Lado A 05 de Julho, 2007 04h48m

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Existem
grandes diferenças entre o homossexual e o transexual, pois, enquanto o primeiro tem um comportamento de perfeita aceitação de sua anatomia genital, o segundo se mostra profundamente insatisfeito com sua sexualidade, ansiando por uma mudança para o sexo oposto. O transexual masculino é não se sente confortável com o seu pênis e é ansioso para livrar-se de suas características masculinas através de cirurgia e terapia hormonal; ele diz que prefere companhias heterossexuais e muitas vezes rejeita as relações homossexuais; existem exemplos de automutilações genitais para satisfação de seu desejo; os maneirismos começam cedo na infância e sua conduta em usar vestidos, salto alto e participação nas atividades diárias como mulher. A transexual feminina, mulher que deseja ser homem, similarmente abomina seu contorno corporal e sonha em ser do gênero masculino, participando das atividades do próprio sexo.

Quando
o psiquiatra sente que a terapia escapou de seus limites e os resultados não foram alcançados a cirurgia e a terapia hormonal passam a ser considerados, enviando o paciente para um clínico específico de terapia sexual que faz a decisão final com respeito à conversão cirúrgica, e isto usualmente requer de 3 a 6 meses de estudos preliminares e exames.

A
cirurgia de transexualismo sem aprovação psiquiátrica é perigosa e pode terminar em suicídio.

Laub e Fisk (1974) requerem
que o paciente tenha vida e função no gênero de sua escolha original alguns anos antes da cirurgia reconstrutora.

A
cirurgia da conversão do homem em mulher é feita em um tempo cirúrgico, envolvendo os genitais e o aumento das mamas com prótese de silicone. A técnica mais comum consiste na amputação do pênis e testículos utilizando a pele desses órgãos para revestir a cavidade da neo-vagina. Outras técnicas que utilizam segmentos do intestino delgado não são muito utilizadas. A mulher que deseja masculinização deve enfrentar 5 ou 6 procedimentos cirúrgicos para confecção do pênis e são usadas as peles retiras do abdome.

Estima-se
em 65% o grau de satisfação pós-cirúrgico dos pacientes mas o que se observa é que há uma grande melhora em termos de ajustamento emocional e social na grande maioria dos casos.

Redação Lado A

SOBRE O AUTOR

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A Revista Lado A é a mais antiga revista impressa voltada ao público LGBT do Brasil, foi fundada em Curitiba, em 2005, pelo jornalista Allan Johan e venceu diversos prêmios. Curta nossa página no Facebook: http://www.fb.com/revistaladoa

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