Delegado exorcisa travesti em delegacia do PR

Tainá, nascida Fábio Rossano Delae Beguetto, era uma figura conhecida entre os guetos da noite curitibana. Travesti, agressiva, briguenta, de personalidade forte e temida entre as colegas. Ninguém sabia muito dela. Sabiam o que ela fazia, acreditavam em tudo o que ela dizia, podiam esperar qualquer coisa da loira Tainá, menos um fato: Tainá não seria mais Tainá.

 

Presa na tarde de uma terça-feira do mês de outubro de 2003, Tainá e mais uma amiga foram pegas em um hotel daqueles bem chinfrim no Centro da cidade. A polícia encontrou dentro de um vibrador 13 pedras de crack. Tainá e a amiga foram levadas para a delegacia de homicídios da cidade onde ficaram detidas e posteriormente conheceram o pastor Stélio Machado, que por acaso também é delegado.

 

Depois de inúmeras sessões de conversas sobre metafísica, Tainá se convenceu que era possível pela fé virar homem.  A mãe da travesti ficou imensamente emocionada pois o pastor-delegado havia conseguido converter ao reino de Deus o seu filho que desde os 14 anos saíra de casa e começou uma vida no meio das drogas e da prostituição. Depois de uma tulmutuada sessão de exorcismo, com grande destaque da mídia, comandada pelo delegado nas dependências da delegacia, Tainá, agora Fábio, contou à imprensa o seu alívio de se livrar do espírito que a possuía. “A transformação vai ser gradativa”, disse Fábio.

 

As instituições de direitos humanos, os grupos gays, o Ministério Público, todos ficaram em cima do caso para ver o que iria acontecer e a imprensa adorou o espetáculo. Fábio agora exibe seu corte “Chanel”, seus cabelos continuam tingidos de loiro e agora Fábio e o delegado vão para o culto, realizar as orações de agradecimento, juntos.

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