Entrevista com Sérgio Cardoso da Soul Djs

Se você pensa que a cena musical gay nacional está ultrapassada ainda não ouviu falar no projeto Soul DJs. A agência criada pelo conhecido promoter e DJ de Florianópolis Sergio Cardoso, ou DJ Slam - T, procura integrar casas noturnas e DJs, mas não é só isso. O projeto também aperfeiçoa e desenvolve novos talentos lançando-os no mercado musical nacional.

A Soul também promove consultoria, assessoria e execução de serviços gráficos não somente para seus artistas, como também para as casas, com o intuito de formatar conceitos bem definidos que levem a uma aproximação maior entre o público e os DJs, incluindo dentro desta política a formatação de festas e eventos.

A agência conta com nomes como: Dj Ana Paula (RJ), Aless (BH), Patrícia Tribal (RJ), Romullo Azaro (RJ), Ale Bittencourt (PR), Felipe Lira (RJ), J. Verner (SP), Yakko (SP), Alex Dubbing (PR), Slam - T (SC), Thierry (BH) e Rogério Voros (PR).

O projeto tem dado certo e fizemos duas perguntas ao Sergio Cardoso (ex-promoter da boate Concorde) para que possamos entender um pouco mais do cenário gay musical do Sul. Tendência e conselhos para quem está neste mercado, quem planeja iniciar ou para quem apenas gosta de curtir música bem tocada.

Lado A: Como é tocar para o público gay?
Sérgio Cardoso: Existe um mito de que o público gay é por excelência o mais animado. Não concordo exatamente com essa visão e na verdade o que tenho visto por ai tem até me desagradado bastante. Penso que os gays estão na linha de frente do famoso trinômio sexo, drogas e Rock’n’Roll. Vejo cada vez mais as pessoas completamente fora de si, interessadas muito mais em ver e serem vistas, em realizar suas fantasias sexuais, do que propriamente na música ou no DJ.

Pergunto-me se em parte a cena tomou este caminho exatamente pela falta de profissionalismo citada acima. O excesso de músicas comercias (as mesmas que você ouve nas rádios do seu carro a semana inteira), a falta de profissionais que arrisquem, que tenham personalidade e se disponham a oferecer a sua visão pessoal de uma pista pode ter contribuído pra este deslocamento de interesse.

Posso até parecer simplório, mas via de regra o que torna um público mais animado é a perfeita conjunção de uma série de fatores. O DJ tem que ser bom, perceber a pista, prepará-la para que ele próprio possa surpreendê-la. Além disso, outros fatores como iluminação, segurança e um ambiente corretamente sonorizado contribuem bastante para uma vibe memorável.


Quais conselhos você daria para quem está começando? 
Uma coisa que eu adoro dizer é que não existe música boa ou música nova. Existe música bem tocada. Gostaria de ver os DJs, todos, mais preocupados com a construção de seus sets do que em tocar este ou aquele sucesso. Sei por experiência própria que existem vários recursos pra levantar uma pista. Tocar Madonna, Britney e Lady Gaga é apenas um deles....rs.

Portanto, se você é um DJ que está sempre procurando APENAS pelo último e estrondoso sucesso que vai fazer as pessoas baterem palmas e cantar na sua pista sinto informar que você esta destruindo a cena.

Para maiores informações do projeto:

Booking & Reservas
48 32664027 / 48 91690741
MSN:
contatosouldjs@hotmail.com
E-mail: contato_souldjs@floripa.com.br

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Fala de musicas comercias e da agencia citada só 3 pessoas não tocam som comercial, Ana Paula, Patricia Tribal e Slam T. Fala de drogas como se nunca estivesse usado. Hipocrisia é grande.

Fala de musicas comercias e da agencia citada só 3 pessoas não tocam som comercial, Ana Paula, Patricia Tribal e Slam T. Fala de drogas como se nunca estivesse usado. Hipocrisia é grande.

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