A Comédia dos Erros

Queridos amigos e leitores, aqui estou novamente para dividir com vocês um pouco das minhas alegrias, dúvidas, frustrações, enfim, um pouco de tudo o que acontece comigo no meu dia a dia. Recém chegado de uma viagem que fiz a São Paulo, pude constatar que aquilo lá sim é o “Paraíso”.

Milhares de lojas, um centro comercial variado, comida boa e o melhor de tudo e gente, muita gente! Eu sou fascinado por “pessoas”, adoro desvendar os mistérios escondidos em cada ser humano, pelo simples fato do prazer de fazer isto. E foi nesta viagem que pude observar muitas coisas por entre os lugares que andei.

Fiquei com várias perguntas no ar como: por que será que quando nós nos predispomos a sair para uma balada enfrentamos tudo e todos literalmente, na esperança de aquela seja a noite perfeita?

Vou me dar como exemplo. Fui conhecer uma balada nova em São Paulo, chegando lá fiquei com meu namorado e mais dois amigos numa fila interminável que daria para dar a volta no maracanã, por nada menos que duas horas. Neste tempo, vi de tudo o possível, segurança colocando biba enlouquecida pra fora, gritaria e ataques de frescurite aguda na fila, desfile de peças do vestuário “masculino” da época do famoso seriado Planeta dos Macacos, um revival dos Menudos, sem falar nos famosos “penetras” que vez ou outra tentavam bicar a frente do pessoal o que por pouco não gerou um ataque de cabelos das mais “agitadas” da fila.

Estávamos próximos da entrada da casa (a estas alturas já estava me sentindo na fila da montanha russa do Beto Carreiro) quando atrapalhados funcionários nos deixaram entrar sem ao menos consultar o nome na lista (havíamos deixado nossos nomes antecipadamente, a fim de não pegar fila, doce ilusão). Mas, o mais interessante nisso tudo é conhecer pessoas novas e fazer amizade assim, ao acaso.

Pois bem, quando finalmente entramos na tal boate, nada me surpreendeu...sim, o lugar é realmente bonito, música boa, ambiente espaçoso, isso até a segunda página, pois passada uma hora ali dentro, a casa já havia se tornado uma lata de sardinha, tamanha era a lotação do lugar. E pra ir buscar uma bebida então?

Você vai na esperança de um dia voltar ao lugar de origem porque no mínimo uns 40 minutos você vai perder entre fazer o pedido, receber e ainda voltar a tempo do último tuc-tuc na pista. Por que será que gostamos tanto de sofrer? Por que as pessoas insistem em fazer o tal “carão” na boate?

Sofremos horas a fio pra chegar num lugar e ver um monte de bibas se amassando com suas calças caras e perfumes importados a troco de que? Sem falar que o mais legal ainda está por vir, já estávamos exaustos e não de dançar, e sim do empurra-empurra promovido noite a dentro, quando resolvemos sentar num espaço mais afastado do barulho e agitação quando vimos uma cena dramática, senão hilária.

 Um “homem”, devia ter seus 40 e poucos anos, simplesmente jogado no sofá, podre de álcool e visivelmente de drogas, sua “amiga” não ficava para trás, também visivelmente embriagada a ponto de não ficar em pé tentava em vão ajudá-lo a se levantar, até que, exausta, desiste. Os dois eram motivos de chacota por quem passava pelo local, todos queriam tirar literalmente um pedacinho dos dois que viraram piada na boate.

E eu me pergunto... por quê? Uma comédia de sucessivos erros. Mas valeu por conhecer e ver que o que muda mesmo é o estado, as pessoas estão cada vez mais parecidas umas com as outras... será que é porque estou nos 30 e isso já faz parte de outra geração? Ou será por que aprecio mais uma boa conversa de bar com amigos? Não sei... a propósito o Rubinho ganhou mais uma vez, sinal de ainda há esperança na Terra! (risos!)

Beijos a todos e até a próxima..




Comentários

Pois é...também estive nestes tempos em São Paulo e pude vislumbrar algumas das peculiaridades da exagerada noite paulistana. Fomos em dois lugares: D-Edge e The Week...gosto muito de música eletrônica e preferi a primeira casa do que a segunda; esta, estava tão lotada que o que nos fazia dançar não era a música e, sim, as ondas produzidas pelo oceano de pessoas que por lá estavam...achei os paulistas bruscos demais, mas o "dia" de São Paulo é povoado e alteridades: pessoas, restaurantes, lojas, museus; enfim, uma infinidade de possibilidades. Acho que Porto Alegre poderia ter um pouco mais de São Paulo, mas questões que envolvam exageros em bebidas, drogas, comportamentos e todos os seus etecéteras são inerentes a todo e qualquer estado do nosso Brasil e, quem sabe, do mundo todo. Nâo sei se possuímos um gosto pelo sofrimento, mas algo de prazer existe neste lugares; do contrário, aventuraríamo-nos em outros lugares. A não ser, é claro, que o prazer esteja em sofre...

É o típico caso "Maria vai com as Outras" onde elas (bibas) acham que podem ser aquilo que ta na moda, mas não é bem assim. Ser Gay, Lesbica ou afins não tu se mostrar pro outros de modo vergonhoso e sim vc se aceitar sem culpa. Numa boate, tudo pode acontecer, o que não é nenhuma novidade: desfile de roupas, bebedeira, pegação, brigas mas fora isso tem a parte boa: dançar, ouvir música e se divertir com os amigos e quem sabe conhecer alguém legal. A querstão da idade isso é relativo, pois todos nós temos fases e desejos, se eu quiser sair pra dançar vou numa boate se eu quiser beber com os amigos vou num bar. Outra situação: hoje eu posso gostar de musica Emo e me vestir como um amanhã eu posso mudar o meu estilo. Uma coisa é certa nós não gostamos de ficar sempre no mesmo ritmo estamos em constante mudanças (estilo, humor entre outras coisas). Esse pessoal que tava na boate, quem sabe amanhã não estarão, espera passar essa fase que vc verá. Vagner como sempre vc foi muito brilhante na coluna, usou as palavras certas e usou o humor de forma correta. bjão

Pois é..a maioria dos lugares ditos gays são infelizmente assim...claro que existem lugares e pessoas diferentes, não estou aqui julgando ninguém, mas em geral é isso mesmo dito pelo colunista Vagner Rossoni, as pessoas (gays)sempre acabam pecando nos exageros e no uso da bebida qye dirá drogas, ainda bem que existe uma minoria que ainda está longe disto. O mundo gay é maravilhoso, porém um percentual de pessoas insistem em exagerar o que acaba irritando alguns mais contidos, de qualquer forma o mundo é feito das diversidades..parabéns Vagner pelo tema abordado, mais uma grande matéria!!!

São Paulo concentra praticamente todas as novidades e lançamentos do Brasil, em praticamente todas as áreas, e é por isso tb considerada o corção financeiro do país. Infelizmente o "mundo" é igual em todos os estados, com a devida proporção de escala. Drogas, carão e futilidade vão estar sempre presente, infelizmente. Parabéns pela coluna!

De verdade fico triste em sair para uma balada e ver este tipo de coisa, carão, futilidades, é sempre a mesma coisa e o pior é que muitas vezes as pessoas que fazem nem tem grana pra gastar, passam a noite toda com uma latinha de coca-cola na mãe, até pq quem tem não mostra. De qualquer forma sempre existiu e sempre vai existir este tipo infantil de comportamento. Parabéns pelo tema abordado em sua coluna Vagner, mais uma vez brilhante.

Muito boa obsevação. As pessoa tentão quebra tabus e defender "orgulho gay" mas se esquecem q fazem parte da sociedade, e este ESC só degrinem a queles q tem uma vida e trabalho como um "cidadão comum"(hetero). Alem de fazerem coisa como comentado em festa tambem fazem no cotidiano, q orgulho querem defender?

Olá meu querido! Em primeiro lugar quero dizer-lhe que fiquei feliz que gostou do passeio por aqui! Na verdade, como você sabe, eu moro em Campinas, menos de 100km de SP. E pela proximidade costumamos as vezes ir só almoçar, jantar, ir na balada ou dar uma voltinha por lá. É bom ter essa opção e depois poder voltar aqui pra tranqüilidade. Apesar de que hoje em dia (e já faz um tempo) Campinas já tem todos os problemas e prazeres de São Paulo. Enfim, chega da conversa de comadres!  Respondendo a sua pergunta “por que será que quando nós nos predispomos a sair para uma balada enfrentamos tudo e todos literalmente, na esperança de aquela seja a noite perfeita?”, eu acho assim: Aqui é assim mesmo, na maioria dos lugares. Mas não em todos. Quem conhece os lugares (quem co-nhe-ce), se sofre é porque quer ou porque gosta de lugares abarrotados, quentes, com filas imeeeensas e mal organizadas, etc... Por exemplo, quando eu saio pra balada eu não passo nada disso. Vou nos dias em que a balada tem um publico melhor e menor (tipo segunda, quinta e domingo), gosto de chegar cedo (ou às vezes chego bem mais tarde, tipo 2 e pouco da manhã) porque não su-por-to fila!!! Então, quem vive aqui e que tem um nível de exigência um pouco mais alto, acaba desenvolvimento essas técnicas para não sofrer na noite. Agora algumas considerações: 1ª – todos quando bebem ficam parecidos. Se estiver num ambiente onde as pessoas vão beber, ou beba também ou vá embora cedo, senão vai passar nervoso. 2ª – eu também prefiro muito mais um papo no bar do que balada. 3ª – realmente não somos mais adolescentes e cada vez mais as coisas nos irritam!

Comentar

Conteúdo relacionado