Açúcar é o grande vilão das dietas e da boa forma

Perguntado aos nossos leitores qual grupo de alimentos eles possuem mais dificuldade de evitar, o açúcar foi vencedor com 44% dos votos, os refrigerantes ficaram em segundo lugar com 15%, logo depois veio às massas, que está inclusa na família dos carboidratos com 14%. Na seqüencia vêm às frituras, também com 14% e por último as carnes, com 12%. Laticínios e biscoitos receberam, cada, pouco mais de 1% dos votos. Pesquisas realizadas na área da nutrição e metabologia, revelaram que o açúcar em excesso está associado à obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares.

"O açúcar é um alimento calórico e sem nenhum valor nutricional. Por isso, o melhor a fazer é comer pouco", disse a VEJA o médico americano Walter Willett, autoridade mundial em alimentos e professor dos departamentos de epidemiologia e nutrição da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. A última edição da revista semanal, da editora Abril, trouxe na capa o açúcar como grande vilão da obesidade.

O açúcar quando consumido diariamente leva a obesidade e a hipertensão e está associado ao diabetes e até alguns tipos de câncer. Para se ter uma alimentação saudável, deve-se avaliar a quantidade de calorias e gorduras contidas nos alimentos. De nada adianta encher o prato de baixo teor glicêmico, se ele estiver cheio de fatias de picanha ou de uma quantidade de calorias maior do que a recomendada. A Universidade de Sydney, na Austrália, fez um estudo publicado pela revista cientifica Archives of Internal Medicine, e concluiu que as dietas com baixo teor glicêmico são mais eficiente, 129 pessoas foram acompanhadas, acima do peso ou com obesidade com idade 18 a 40 anos, divididas em quatro grupos, com cardápios diferentes. Os quatro grupos perderam peso, a diferença foi que os que tinham a carga glicêmica mais baixa emagrecem mais rápido nos primeiros três meses.
 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) sugere que seja consumido apenas 10% de açúcar refinado durante o dia, num total de 2.000 calorias diárias. Algumas pessoas tem compulsão por doces, isto já é um problema psicológico, e outras simplesmente não vivem sem açúcar, mas isto tem uma explicação. Durante a sua evolução dos seres humanos, comer alimentos adocicados foi vital para a sobrevivência. Portanto, nossa língua e o nariz possuem células tem função de detectar o sabor e o cheiro dos doces. As razões por gostarmos tanto de doces são duas: os doces possuem muita glicose, e ela é a principal fonte de energia, e o sabor adocicado servia para que os nossos ancestrais pudessem distinguir alimentos venenosos e estragados. A diferença dos nossos antepassados e atualmente é que hoje vivemos em abundância, pois eles comiam os doces misturados as fibras dos frutos e não sofriam de obesidade, já atualmente, come-se açúcar puro e sem a presença de fibras. Sem falar na vida sedentária. 

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