Trans é discriminada em clínica de depilação em Floripa

A transexual gaúcha Fernanda do Amaral (foto) irá processar o centro de depilação Depillo, de Florianópolis, por danos morais, após ter atendimento negado na clínica. O fato aconteceu no dia 09 de novembro e Fernanda fez um boletim de ocorrência (B.O.)após ser incentivada por um amigo a prestar queixa. Fernanda acabou de se mudar para a capital catarinense.

Com intenção de depilar o seu braço, a transexual foi até o conhecido centro de estética onde apresentou sua identidade e solicitou que fosse chamada por “Fernanda”, em seguida, a proprietária do estabelecimento, segundo o B.O. registrado na 1º. Delegacia de Polícia da Capital, afirmou que a chamaria de Fernando, já que assim constava em seu documento, afirmou que a clínica só atendia a mulheres e negou o atendimento à transexual. Ela teria gritado e expulsado a transexual do local.

Após conversar com um amigo sobre o ocorrido, a transexual retornou ao estabelecimento em companhia de dois conhecidos e mais uma vez teve seu atendimento negado. Em frente às testemunhas, ela foi informada que nenhum funcionário gostaria de atendê-la e que ela não fazia parte do perfil dos clientes do estacionamento.

Após muitos gritos para que se retirassem do local, na presença de outros clientes, a Polícia Militar foi acionada e chegou até a clínica. Ainda segundo o boletim de ocorrência, a advogada da Depillo teria feito a seguinte comparação: “se os donos do estabelecimento vendessem pastel de carne e a cliente quisesse um pastel de camarão, não poderiam dar o de camarão, pois eles só vendem pastel de carne e não querem vender pastel de camarão”.

Entramos em contato com os responsáveis pelo estabelecimento que não quiseram dar informações básicas como a data de sua fundação ou o nome de sua advogada. Fomos informados que a advogada da Depillo entraria em contato com a nossa redação, o que não aconteceu no prazo de uma hora.

No boletim de ocorrência, durante todo o texto, Fernanda é tratada por adjetivos feminino, o que mostra uma preparação exemplar do escrivão. Fernanda promete processar a clínica e ainda abrir reclamação no PROCON para que seja gerada uma multa por desrespeito ao Código do Consumidor.




Comentários

Revoltante este tipo de situação, estava presente durante todo ocorrido e apoio a Fe para que isso não se repetia.

Que falta do que fazer.. porque não foi em outro lugar apenas? e travesti não é mulher.. foce numa clinica unissex, uma clinica que só atende mulheres não é obrigada a atender travesti.. se não vou começar a ir tbem...

É pra este tipo de situação que serviria o projeto de Lei que torna crime a discriminação de LGBTTs, deficientes físicos e idosos. Seria muito mais fácil caracterizar a ocorrência de um crime previsto em lei. E ainda tem bicha por aí, dizendo que tal lei não serviria pra nada. Francamente...

Hello? Ela não é uma travesti, é uma transexual, que espera fazer uma operação de mudança de sexo. Quem é a clínica para decidir quem eh mulher e quem não é? Há o sexo genital, hormonal, cromossomico, gonodal, psicológico, entre outros que decidem o que é ser homem e mulher. A questão de gênero não pode ser baseada em preconceitos. A TRANSEXUAL citada tem o direito a um atendimento igual àquelas que nasceram mulheres pois o seu dinheiro não tem menos valor. A lei do consumidor é clara. A Constituição também. Em todo o caso o constrangimento deve ser reparado. Poderiam apenas ter dito que não tinham horário, ao invés de causar dano a sua psique.

é por essas pessoas que não tem o que fazer que no brasil nunca será aprovada uma lei que torna crime a discriminação... qualquer coisinha essas pessoas iriam incomodar no juridico enquanto pessoas que precisam iam levar muito mais tempo pra resolver.. se essa trava tivece o que fazer ela procuraria uma clinica unissex ou marculina( que é o que ela é homem, independente de se vestir ou não) e não processa a clinica, enquanto pessoas que tiveram filhos mortos em acidente de transito por causa de um bebado, entre outros processos serios... acordem.... vamos se respeitar pra ter respeito...aposto que se essa trava tivece uma clinica exclusiva para trava ela não ia atende uma mulher.. isso não é discriminação.. isso se chama publico alvo, e guardar o direito das mulheres que form em uma clinica pensando que só teria mulher...como já falaram é revoltante essas cituaçoes.. por isso que tanto gay continua no armario , e é muito felliz pois não é discriminado..

Melhor ser ingênuo do que ser ignorante. Mulheres que não querem ou não podem ter filhos não são menos mulheres. As transexuais possuem uma doença reconhecida pela OMS, são mulheres que nascem em corpos de homem. Aliás, em 1 a cada mil nascimentos acontece o chamado pseudo hermafroditismo. Tem muita gente por aí que nasceu com deformidade genital. Clínica ou estacionamento? Tanto faz, quem abre um comércio está sujeito a isso. Não se pode escolher os clientes, diz a lei. Que depilassem em casa, como autônomas, aí sim poderiam escolher.

Acredito que houver um despreparo muito grande da parte das administradoras da Depillo. Ainda se a Fernanda tivesse ido buscar a depilação na região da virilha e arredores, poderia de fato, provocar algum desconforto com alguma profissional despreparada para tal. Mas sendo a região do braço, que diferença faz, não é?

nossa adorei saber que ela vai processar é isso mesmo, tambem ja sonfri muito mesmo com tanta discriminaçao e sem noçao,nossa e4la é maravilhosa muito linda mesmo e tem que ser bem respeitada e muito bem tratada como princesa que é. me ache no google cristianelover e no youtube

é isso ai menina linda agora sim se gosta tambem de ser mulher como eu vamos lutar pelos direitos, tem que fazer valer mesmo é isso ai garota.

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