Lei que prevê morte para gays com HIV na Uganda deve ser rejeitada pelo presidente

Anunciado em novembro, o projeto de lei polêmico que criaria a pena de morte para homossexuais portadores do vírus HIV e estupradores do mesmo sexo em Uganda não deve passar segundo um ministro James Nsaba Buturo da pasta de Ética e Integridade. O presidente Yoweri Museveni teria dito que a lei era muito rígida e teria pedido aos colegas do Partido de Resistência Nacional que rejeitassem a pena de morte.

Com protestos na Europa e pressão internacional, a lei deve ser engavetada mas fica clara a opinião da maioria conservadora do país que abomina o preservativo e a homossexualidade. Segundo a porta-voz Mary Karoro Okurut, segundo a agência AP, o projeto deve permanecer com alguma medida mais branda. “A homossexualidade não é permitida na cultura africana. Nós temos que proteger as crianças nas escolas que estão sendo recrutadas para atividades homossexuais”, teria dito Mary.

A proposição da lei já teria criado um ambiente mais hostil para os homossexuais no país mas militantes gays acreditam na vocação democrática do presidente e que ele irá derrubar a lei discriminatória, mesmo sendo considerado conservador.

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