O amor não existe

Despedaçado o fio do cabeço, alçada o fim da linha. Nunca foi reto, sempre ouviu o meu grito de liberdade. Meio borrado ele aspira, quase um rebelde a transpirar em frente a minha garganta rompida de timidez. O cansaço do menino encontra o ápice da ansiedade. Liga-se o som. Todo carinhoso quando inala a emoção sugerida em forma de pedra. “Ele te ama”, diz a obra. “É meu esse amor que ele concede a ti”, suspiro. Palmas para uma fantasia nua e divertida. Ele tem humor, e isso é tudo aquilo que os outros não têm. Ainda prefiro gritar a liberdade. Nem todo amor tem final coletivo.

Somos um desenho retratado em paradigma. Pode desmanchar. Promete amor a longas horas, sabe pintar o sexo sem precisar fazê-lo. Vive para encantar.

Inspiração a base de limão e mel. Morde o alho entre minhas narinas e demonstra aquele amor que nunca acaba. Multiplico o orgasmo psicológico dele. Fiquei sem saída na nossa história, perdi a memória, ganhei uma nova artimanha de amor. O que eu faria se não te conhecesse? Qual sua função nessa pirâmide? Ela é feliz. Eu, apaixonado. Ele, um doce. Azar o dele. Sorte nossa!

Daqui a dez anos eu posso te encontrar e ainda vou ter a certeza de que você é a maior delícia da minha vida. O melhor e o pior de mim. A piada bem contada, a sensação resolvida, o líquido diluído, a ferida latente. Será que amar é ficar doente? Fico sem explicações, meu amor. Minha coisa.

Canção sem cifras. Rótulo gratuito. Genérico alterado. Casal apaixonado. Alguém me ajuda? Toda vez que puxam a descarga, eu sinto, que meu amor não desce. Evoluído ele disparada, bem dentro de mim. Subiu, sabia? Parece que quase teu nome sai para fora, e se cumprisse o caminho, saindo pela boca feito comida rejeitada, eu agarraria pelos lábios molhados de amor e te traria de volta. Meu corpo é o teu habitat.

Sentimento mal desenhado, mas que eu gosto, enrosco até o fim. Meu amor, a gente brinca de falar sério, jura – pra ninguém acreditar, que não se ama, mas sabemos muito bem que pode até passar o tempo, casais se desfazerem, que mesmo assim: vamos saber viver bem na idade que se tem!

Pode vir o sol – o maior símbolo masculino, ou a lua, a rainha – mor feminina, que nada me detém. Chuva não me molha, porque só existe um líquido que me ganha com natural facilidade. Teu líquido é o nosso sabor.

Retrô, flashback, jeito de moleque, um menino feito um boneco, automático, suave, gelatinoso. Rápido que nem rock. Dharma & Rock. Daime, pop, hetero, mix, ereto.

Áspero. Assim, como um longo espinho. Infinito. Ele atirou em mim. Morto no banheiro, esparramo tinta vermelha. Orgasmo do inferno.

Antes de virar punk, foi louco e aspirante a suicida. Mais rápido que minha imaginação é o tiro. Subi pro teto antes de pedir que você escrevesse o hino de minha ida. Adeus recitado. Amor incalculável. Rapidinho.

Amor, louco amor, depois que escorreguei minha vida virou trilha. Caminho sem fim.

Maurício dos Santos é presidente jovem do Núcleo Catarinense de Mídia e Cultura, Escritor, Assessor de Imprensa e Eventos

Contato:
imprensa.mauriciosantos@hotmail.com




Comentários

ai que historia lindaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, fui obrigado a lembrar do meu ex...ai que lindo as coisas que tu escreve Mauricio. Tens site, blog, algo assim? manda

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