60% do leitores afirmam desejar adotar filho algum dia

Um dos assuntos de maior polêmica no mundo é a adoção de crianças por casais gays. Em tese, existe uma grande dificuldade no processo de adoção por casais homoafetivos na grande maioria dos países. Diversas especulações e sensacionalismo já foi visto ao longo do tempo, e um dos fatos é que para o casal homossexual adotar uma criança é necessário de meses a anos na espera para por uma posição favorável da Justiça. No Brasil, homens e mulheres solteiras podem adotar. A adoção em conjunto não é respaldada pela lei e acaba em processos que demoram anos.

A maioria dos países não tem legislação pertinente a esse assunto, no entanto, em todos esses países existem homossexuais querendo adotar um filho. Entre o posicionamento contra de instituições religiosas, publicações de crianças que não querem ser adotadas por casais do mesmo sexo, dificuldades legais, é fato que nos Estados Unidos 27% das famílias homossexuais têm filho, o que chega a mais de um milhão de crianças em lares homossexuais.

Por essas razões, a revista Lado A realizou na última semana uma enquete que buscou descobrir qual o percentual dos leitores que tem a intenção de adotar um filho algum dia. No Brasil, A maioria dos participantes, 61%, declarou pensar em adotar um filho em alguma época de sua vida, contra 39% que descarta essa possibilidade.

Com altos índices de crianças abandonadas e retiradas dos pais por maus tratos, estima-se que hajam mais de cinco mil crianças esperando em lares provisórios para serem adotadas. O número de famílias que querem adotar é quase seis vezes maior ao número de crianças, mas a maioria dos pais adotivos quer um perfil indisponível: bebês brancos. Se os gays pudessem adotar, e fossem incentivados a fazer isso no país, o número de crianças sob tutela de abrigos e orfanatos seria bem menor.

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