Dissertação sobre a prática do bareback da UFSC vira livro

A prática do “bareback”, prática sexual em que não é utilizado preservativo, ganhou a atenção de um mestre em psicologia de Santa Catarina, Paulo Sérgio Rodrigues de Paula, que fez uma dissertação sobre o assunto e que acaba de virar livro. O bareback que teve sua origem nos Estados Unidos, inicialmente como forma de protesto para que o governo se obrigasse a investir em pesquisas para a descoberta de vacinas contra o vírus do HIV e se tornou uma prática muito comum entre a população ocidental de forma inconsequente.

O estudo de Rodrigues de Paula se baseou em observar detalhadamente os discursos sobre a prática do Bareback sex na mídia brasileira e na internet, “Barebacking sex: a roleta russa da AIDS?”, será lançado no dia 25/08, às 19h, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, durante o Congresso Internacional Fazendo Gênero 9, que acontece de 23 a 26 de agosto.

O autor explica que a preocupação do estudo não é atribuir à prática uma definição de certa ou errada, sequer justificá-la, mas sim analisá-la. “Há vários grupos que caracterizam a prática, como por exemplo os bug chaser, ou caçadores do erro, que são os que desejam se infectar com o vírus HIV. Para mim, barebackers são aqueles que mantêm relações sem preservativos entre pessoas completamente desconhecidas e sem nenhum tipo de vínculo afetivo”, disse o autor à Agência de Comunicação da UFSC.

A publicação traz a sugestão de que a mídia trata o assunto de forma estereotipada e preconceituosa, tratando o homossexual praticante de bareback como um “pré doente”, devido ao fato de a exposição ao vírus causador da AIDS ser tão ameaçador quando se trata de sexo anal. Isso, além de tratar a prevenção usando de abordagem sensacionalista tratando os adeptos da prática como pessoas “doentes”, com distúrbios sexuais ou criminosos.

No estudo, Paulo, ainda faz indagações a respeito da prática sexual sem camisinha questionando se todas as formas de sexo sem preservativo poderiam ser definidas como “bareback”, como exemplos em as relações estáveis ou entre pessoas com mais de 50 anos que iniciaram suas vidas sexuais em uma época a qual o preservativo não era difundido.

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