Ex treinador da seleção brasileira de futebol diz que há muitos gays no futebol e defende legalização das drogas

Aos 58 anos, o técnico de futebol Vanderlei Luxemburgo falou a coluna Jogo Extra, do Jornal carioca Extra sobre sua carreira, futebol e respondeu até perguntas polêmicas. A entrevista foi publicada na edição deste sábado. Apesar da imagem de austero em campo e do futebol ser um esporte extremamente machista, o ex lateral esquerdo e ex técnico da seleção brasileira em 1999 se mostra uma cara de bem com a vida e de opiniões nem tanto conservadoras. A felicidade em sua vida é justificável, seu time atual, o Flamengo está a 21 partidas sem perder. A polêmica da entrevista se dá quando ele até tira um jogador do armário, diz que não vê problemas em gays no futebol, revela ainda que há muitos gays no esporte e que é à favor da legalização do uso das drogas em locais apropriados.

O jornalista pergunta se há muitos gays no futebol e Luxemburgo responde: “(risos) Muitos, né? Claro que tem. E não só no futebol, mas em tudo que é lugar. No futebol, na imprensa, o que não falta é homossexual (risos)”. Ao ser perguntado se jogou com algum, ele diz que sim mas que não irá dizer quem era. Sobre já ter treinado algum homossexual, o treinador revela: “Humm, acho que não. Não me lembro (pausa). Ah, teve o Emerson, que foi meu goleiro aqui no Flamengo (1995). Mas eu não sabia que ele era gay, só fui saber anos depois quando ele confessou que era”. Disse ainda que contrataria um jogador que soubesse que era homossexual se fosse talentoso e ainda que apóia a decisão do jogador de vôlei Michael, em se assumir publicamente e pedir respeito. ”Acho que ele fez certo. Ninguém tem nada a ver com a opção sexual do cara”, palpitou Luxemburgo.

O treinador disse ainda que a favor da legalização das drogas, “Droga tem em tudo o que é lugar, e sempre vai ter. Eu nunca usei, nunca nem vi cocaína, por exemplo. E ainda acho uma covardia o que fizeram com o Maradona. Cocaína não melhora o desempenho atlético de ninguém, muito pelo contrário. O viciado precisa de tratamento, não de punição. E quanto ao cidadão comum, acho um absurdo a proibição. Quanto mais proibir, pior. Tem que fazer como em vários países europeus, criar locais específicos para o cara usar a droga dele. Fora dali, não. Mas ali? Se o cara quer fumar, cheirar, o que eu tenho a ver com isso? O que tem de gente por aí que usa droga...”, sugeriu o treinador.

Leia a entrevista completa aqui:
http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=6&idnot=47932

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