Uso irresponsável de redes sociais ajuda a disseminar preconceitos e homofobia, diz estudo

Um estudo realizado entre os dias 2 e 6 de abril, da empresa MITI Inteligência, que presta consultoria de marketing e gestão para grandes empresas, mostra que a internet é um campo fértil para o racismo, o bullying e a homofobia, entre outros pensamentos retrógados. A pesquisa da empresa identificou 38 mil interações relacionadas a marcas, empresas, personalidades e indivíduos comuns onde foram encontradas demonstrações de desrespeito entre os usuários das redes sociais mais famosas.

“Pessoas comuns abrem seus perfis nos canais de relacionamento, criam identidades virtuais e expõem opiniões e experiências de forma aberta e muitas vezes intempestiva. Os comentários na rede estão cada vez mais inflamados e os usuários não se intimidam ao se referir a empresas, personalidades e até pessoas de seu relacionamento utilizando os mais diversos termos pejorativos”, comenta Elizangela Grigoletti, gerente de inteligência e marketing da MITI.

A empresa ressalta a importância de se discutir os limites entre a liberdade de expressão de um indivíduo e o direito dos outros de serem expostos na rede. E ressalta que muitas dessas manifestações geram processos e denúncias nas chamadas delegacias especializadas em crimes virtuais, que somam 11 unidades em todo o país.

Em destaque na semana do estudo, estavam o vídeo do estudante Casey Heyner, que reagiu violentamente ao bullying na Nova Zelândia, que teve 7 mil interações sobre o tema no estudo, além das discussões sobre intolerância e preconceito no caso do deputado Jair Bolsonaro, que deu declarações polêmicas sobre homossexualidade e racismo no programa CQC, da TV Band. Somente sobre o caso, houve mais de 12 mil posts e outras 12 mil interações envolvendo os termos preconceito, racismo e intolerância.

“É um grande avanço social e tecnológico ter um ambiente onde se pode demonstrar as opiniões abertamente, mas é fundamental agir com responsabilidade e equilíbrio, lembrando que a linha que separa o real e o virtual é cada vez mais tênue, e o que é de direito público ou privado está hoje praticamente à mercê do bom senso de cada usuário”, avalia Elizangela.

 

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