Direitos Gays sob ataque no Congresso Nacional. Plebiscito para união gay e lei vazia querem os homofóbicos

Uma onda de perseguição aos direitos gay foi desencadeada depois que o Supremo Tribunal Federal reconheceu, por unanimidade, os direitos dos casais homossexuais, equiparando a união gay à união estável no último dia 5 de maio. Sob a mira de conservadores e evangélicos, está agora o PLC 122, que quer criminalizar a homofobia. Tem até uma proposta de plebiscito sobre a união gay!


A primeira vitória do lado “cristão” nessa guerra nada santa foi o atraso do projeto escola sem homofobia por meio de uma declaração da presidente da República que suspendeu o programa e exigiu que o Ministério da Educação passe por seu crivo antes de levar o conteúdo contra a homofobia às escolas. O mesmo grupo, formado por líderes evangélicos conseguiu que o Tribunal de Contas da União declarasse que irá investigar se houve desperdício de dinheiro público na construção do material polêmico.


O projeto de lei 122, que quer colocar a homofobia e também o preconceito contra mulheres, deficientes e idosos na lei que pune o racismo e o preconceito a religiões, também está sendo alvo de críticas pois alguns acreditam que a liberdade religiosa será prejudicada pelo projeto, outros defendem que ser contra a homossexualidade é um direito de expressão. Tentando atuar como um cavalo de tróia, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) propôs que a ofensa oral não fosse criminalizada, apenas se incidisse em proibição de acesso ou preconceito no trabalho e que o projeto punisse a agressão física, o que perderia completamente o sentido da lei que busca diminuir a agressão verbal, que fundamenta a violência física, que já é crime, embora no país esse tipo de crime não seja levado a sério e quem agride responde em liberdade se não tiver antecedentes criminais.

Em outra frente, o deputado federal André Zacarov (PMDB-PR) já conseguiu 150 assinaturas, das 156 necessárias, para um requerimento em que cria um plebiscito sobre a união civil homossexual. Em tese, o projeto não discute casamento (ou seja, quer apenas o retrocesso) e pode reverter a decisão do STF. A proposta deve ir em breve para o plenário e, se aprovada, levará a população a obrigação de decidir sobre o assunto. O plebiscito terá, assim como o plebiscito do desarmamento, um horário em que as partes a favor e contra debaterão o assunto. Aí sim teremos uma guerra...

Comentários

Sou a favor do plebiscito! O STF é a suprema corte, mas não deveria se sobrepor ao povo brasileiro, que deveria ter sido consultado, num debate amplo e pontual. Vamos deixar a sociedade brasileira falar!
Quem perderia no plebiscito? A união homossexual, porque os evangélicos são milhares, são militantes e os homossexuais não constituem um contingente que se lhes possa sobrepor.
Não sou homofóbico e vejo o plebiscito com simpatia. Não existe "direito gay", assim como não existe direito negro, nem direito indígena, nem direito do obeso, do feio, do careca, do baixinho, do feio... Eu sou homossexual e acho um exagero rotular como homofóbico quem não tem suficiente esclarecimento pra aceitar a união civil e o PL 122... eles apenas pensam diferente... se pensar diferente é ser homofóbico...
Devemos nos mover em acabar com a religião que se mistura com a politica descaradamente neste país de imbecis....desculpem....mas é a REALIDAde.
Cicero de Oliveira - 15/12/2011 12:20 Devemos nos mover em acabar com a religião que se mistura com a politica descaradamente neste país de imbecis....desculpem....mas é a REALIDAde. Não precisa muito para que alguns mostrem o que realmente são: Cristofóbicos!
O Brasil precisa acordar. O Governo precisa acordar. A parábola do pássaro fêmea que coloca uma pequena cobra em seu ninho para proteger seus filhotes e, quando a cobra cresce, acaba sendo devorada junto com seus filhotes, tal qual fez o governo alemão com os nazistas, aplica-se à perfeição aqui. A bancada evangélica é composta por pessoas que de forma alguma acreditam nos ensinamentos de Jesus e que na verdade são fascínoras disfarçados de religiosos tal como os nazistas se disfarçavam de patriotas. A sede de poder, a maldade e o desejo sem limites por bens materiais dessas pessoas não conhece escrúpulos nem limites morais, são bandidos disfarçados que precisam ser combatidos com extrema urgência. Acorde Presidenta Dilma, não pense que tais pessoas, se tiverem o poder, honrarão qualquer acordo, não são como a maioria de nós, não conhecem qualquer ética. A História está aí para provar que “o ninho da serpente” precisa ser eliminado antes que seus ovos sejam chocados. A ameaça é seriíssima e precisa ser combatida agora, ou em poucos anos, veremos, perplexos e apavorados, nossa liberdade e democracia transformarem-se em passado.

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