Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBT quer unir trabalhadores do setor

Desde o ano passado, um grupo quer combater a homofobia em um dos segmentos mais machistas e também um dos mais importantes para o combate à homofobia: a segurança pública. 50 profissionais da segurança pública – entre policiais, seguranças, agentes penitenciários, delegados, bombeiros, guardas, vigilantes ou outros cargos, falam abertamente sobre homossexualidade e homofobia. Eles fazem parte da Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBT (Renosp-LGBT) que espera que a Secretaria Nacional de Segurança Pública reconheça a entidade ainda este ano.

O grupo surgiu durante o II Seminário Nacional de Segurança Pública LGBT, no Rio de Janeiro, no dia 11 de novembro de 2010, com a aprovação do Manifesto pela luta contra a homofobia: “Operadores de Segurança Pública Fora do Armário, em defesa da cidadania LGBT”. Mas nada é fácil para o grupo, além de lutar pelo combate da homofobia nas ruas, eles precisam enfrentar o preconceito em seus trabalhos. O grupo espera que, com o reconhecimento da rede, fique mais fácil sair do armário no setor.

Um dos membros do grupo é o policial rodoviário federal Maicon Nachtigall, de Pelotas, que vive há 13 anos com Adriano, um guarda de trânsito de Porto Alegre. Natchtigall é o coordenador estadual do RS da entidade e falou por telefone com a Lado A. Pare ele, a mensagem do grupo é dizer que “Existem gays e lésbicas nas policias e forças armadas, que outros profissionais podem se unir para enfrentar o preconceito e que serão aceitos”. Com união estável há 8 anos, ele diz que precisou lutar para ter seus direitos reconhecidos e que é preciso que a entidade seja reconhecida para dar respaldo institucional aos agentes públicos. O grupo também aguarda a oficialização de um representante no grupo de trabalho de Segurança Pública no Conselho Nacional de Segurança Pública e espera poder cobrar posições oficiais sobre as questões que envolvem os gays nas forças de segurança do país e nas questões ligadas a segurança, do ponto de vista dos funcionários públicos LGBT no setor.

 

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Comentários

È uma pena que áqueles que se dizem seguidores de Cristo sejam os piores inimigos do amor gay, será que esses tais cristãos amam alguém? Ou só assustam seus ´fiéis com demonização dos gays para ganhar lucro ,talvez no inferno?

È uma pena que áqueles que se dizem seguidores de Cristo sejam os piores inimigos do amor gay, será que esses tais cristãos amam alguém? Ou só assustam seus ´fiéis com demonização dos gays para ganhar lucro ,talvez no inferno?

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