Fogo na boca

(Metáforas sobre nossas mentes no arder do fogo humano)

Seres fortes não sentem saudade. Ardência é lembrança. Paciência também é fogo. Pode-se lembrar de tudo, menos sentir falta ao ponto de ficar com saudade. Pode ser suportável o navegar de todos os estilos, gêneros, etnias, calores e fervores.

Não é só hábito - é loucura criada pela mente solta! Por alegria, vivemos e fazemos tudo, permitimos. Somos feitos de coragem.

Tesão é carne mal passada demolida pelo cérebro. Já não existe coração, isso é passado. O subjetivo ganhou inteligência e abandonou o fervor da tristeza.

Parece um filme, parece vários. Paixão feita de olhares. Bocas enxergadas sem lugar-comum. Pista de fogo. Boca afogafa. Fogo. Puro fogo. Não precisa nem acender, sai do nada. Mais fogo!

Nem todo obsessivo é compulsivo. Sabemos que o maior fogo do corpo é a boca. Referência edipiana virada ao avesso. Numa vida invertida vem o vôo certo. O sol então encontra a lua, e mira o pedido: quero fogo! Todos querem fogo. E no excesso do querer, guarda-se a simbiose entre lembrança e expectativa de que um dia, certamente, a verdade é tão vontade que ela é o próprio fogo.

Explosão!




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