Em pleno dia do Orgulho Gay, Câmara debate cura da homossexualidade

Em dia de memória à Revolta de Stonewall, 28 de junho, que marca a criação do movimento gay moderno, dia em que gays, cansados de serem injustamente incomodados por policiais, criaram resistência violenta de três dias em um bar de Nova York, a Câmara Federal virou um templo de baixarias. A provocação em dia especial para a comunidade gay dá o tom do que virá por aí nas eleições.

Na pauta do dia da Comissão de Seguridade Social estava a discussão do decreto legislativo 234/11, ou “Cura Gay”, do deputado João Campos (PSDB-GO), líder da bancada evangélica, que deseja alterar uma norma do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que desde 1999 proíbe que profissionais promovam tratamento da homossexualidade com fim de estabelecer a heterossexualidade como padrão não desviante. O projeto também quer retirar a proibição de psicólogos em promover publicamente a “cura” da homossexualidade. O decreto Legislativo é um mecanismo de emergência para o congresso aprovar leis de reoganização entre os poderes, sem a aprovação da presidência.

O Conselho Federal de Psicologia não compareceu a mesa por entender que a discussão não era nem sadia e nem democrática. Em nota, afirmou que “desde 1970 a homossexualidade não é considerada como um transtorno psicológico” e por isso o encontro era infundado. Apenas o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), e a psicóloga curitibana Marisa Lobo compareceram ao debate que teve grande platéia. 

Após explicação da psicóloga sobre seu direito de curar gays se assim os pacientes quiserem, o deputado se disse constrangido. Marisa, em tom alto, disse que não ofendeu o deputado e o acusou de tentar diminuí-la por ser religiosa. O circo foi armado e a discussão terminou com um coral de gritos contra a psicóloga.

O deputado Jair Bolsonaro usou em sua fala uma de suas frases prediletas: “Quem gostaria de ter um filho gay?". Militantes e espectadores pró gays abandonaram o plenário que contou apenas com a audiência diminuída. Outro barraco se iniciou quando militantes gays tomaram a palavra e foram removidos por seguranças da casa. Não está prevista a votação do tema, para o relator e autor do requerimento de realização do debate, deputado Roberto de Lucena (PV-SP), foi bom ouvir todas as vozes. “Não sou homofóbico, fundamentalista. Propus a construção deste espaço para debater o tema”, afirmou.

Foto: Agência Câmara de Notícias


 

Comentários

Além do “Cura Gay”, o deputado João Campos (PSDB-GO) não poderia propor também um "Cura Pobre"? Tô necessitado de me curar dessa doença... Se não for pedir demais, se ele tiver tempo sobrando, bem que podia propor um "Cura Baixinho". Essa tamanca está me matando!!!
Eu acho que este deputado tem mesmo é vontade de ser gay..... Querem cura da homossexualidade como se fosse doença....ele deve pagar com o pior dos castigos......como casos de líderes religiosos flagrados cometendo transas obscenas.... vamos parar com tanta hipocrisia....Não existe ex viado.... eles acham que podem curar gays.... rebanho de filhos da puta....pergunte se eles já foram gays????? acho mesmo é que eles deveriam dar o cú ....meia hora de bunda para mudar de ídeia.... rebanho de idiotas religiosos e que ocupam cargo político mas é minoria perante a classe gay......que vive dignamente e paga junto com a sociedade o salário deste filho da puta.

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