Loja em que gerente chamou funcionário de gay é condenada a pagar R$ 30 mil

Uma loja no Espírito Santo da rede de eletrodomésticos Ricardo Eletro, que possui mais de 300 lojas no país, foi condenada a indenizar por danos morais um vendedor, vítima de homofobia, em R$ 30 mil. O recurso apresentado pelo empregador foi julgado improcedente na última segunda-feira pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Com isso, fica valendo a decisão anterior,  que condenou a empresa a pagar, além da indenização, pagamentos mensais de R$ 250 para ajuda em medicamentos e tratamento contra depressão. 
 
Para a 9ª Vara do Trabalho de Vitória, o vendedor foi tratado de forma discriminatória e homofóbica, vítima de assédio moral, gerando um quadro de depressão no vendedor que era perseguido pelo gerente. O funcionário relatou que o gerente de vendas chegou a insinuar na frente de colegas de trabalho que o vendedor era gay, e a pegar em seu pé tratando com palavras grosseiras, afirmando que ele "tinha voz de gay", e o chamando de "Alice no País das Maravilhas".
 
A Ricardo Eletro alegou que a denúncia era infundada e que o funcionário não era tratado pelos superiores com rigor excessivo ou mesmo praticaram ato lesivo a sua honra e boa fama.
 
 

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