Polícia conclui que jovem que teve perna amputada foi agredido no James Bar e que testemunhas mentiram

A Polícia Civil encerrou nesta terça-feira o inquérito policial sobre o incidente ocorrido maio deste ano em que o jovem de 18 anos Guilherme Köerich teve parte da perna amputada depois de sofrer uma lesão no ligamento cruzado do joelho no Bar James, em Curitiba. Segundo a vítima, ele teria sido agredido pelo segurança Arthur Hoffmann Neto que, ao perceber que o jovem deixava o local sem pagar a conta o derrubou, causando uma lesão em seu joelho esquerdo que levou à amputação.
 
Essa versão é sustentada pelo relatório policial que o o delegado Rogério Martin de Castro, do 3º Distrito Policial, encaminhou ao Ministério Público com a denúncia contra o segurança por lesão corporal gravíssima. Se condenado, a pena para o crime pode chegar de 2 a 8 anos de reclusão. A versão da defesa sustenta que o jovem se desequilibrou e caiu, e que o segurança caiu sobre o rapaz, caracterizando um acidente. A versão foi sustentada por três testemunhas que, segundo o inquérito, podem responder por falso testemunho.
 
O laudo do IML não apontou a certeza da agressão mas uma das imagens captadas pelas câmeras de segurança da casa apontam que houve um chute quando o rapaz estava no chão. Essa imagem foi crucial para a polícia decidir pelo indiciamento como agressão intencional e a descartar os três testemunhos em defesa do bar que afirmavam que o rapaz havia tropeçado no meio fio. O resultado do inquérito corresponde com a expectativa do advogado de Koerich, Edison Rangel Jr., que agora aguarda a abertura do processo judicial criminal pelo Ministério Público. 
 
 
 
 

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