Imagine all the people, mano!

Por Leandro Allegretti

Sentir o teclado enquanto escrevo de olhos fechados é bom. É libertador não me preocupar se escrevo certo ou errado. Apenas escrevo. Deixarei aqui pensamentos, sentimentos, impressões, desejos e fracassos...

Não, não me arrependo das tentativas. E sim de demorar nas lições que poderia ter aprendido mais depressa.

Não sou uma alma elevada ainda. Do tipo que logo fica feliz pela oportunidade que teve e agradece. Por enquanto, estou triste. Por algo que aconteceu por pouco tempo e me deixou assim... Com a sensação de que sou descartável e indesejável (amanhã ou depois a sensação muda e sentirei que sou a She-Ha, não se preocupe).

Queria ser amigo do Budha e do Dalai Lama. Amo vocês, amigos (as), mas esses dois me trariam sorte e sabedoria, via Whatsapp, quem sabe... Lennon. Esse também seria foda ter como amigo. Amaria receber SMS e ler: “Imagine all the people, mano! Living for today!”. Ia morrer de felicidade! Ou talvez respondesse: “viada, ta chapada? Affe, nem divide!”.

Sei lá, no fundo, se fosse amigo desse povo espiritualizado, acho que conseguiria sorrir de tudo e para tudo. Dane-se quem me achasse tonto ou doido por apenas sorrir. Danem-se as rugas no rosto causadas por isso também.

Bem no fundo, acho que algum chorão depressivo saiu espalhando que ficar triste é bom, porque assim damos mais valor aos momentos de felicidade. Quero apenas sorrir, obrigado. Fique você com os meus momentos de tristeza, chorão.

Acredito realmente que essa coisa de escrever ci is ikgis fecgadis pe reaknebte kuvertadir. Ta aí, se conseguir escrever este texto inteiro, de olhos fechados, sem digitar errado, posso colocar no meu CV “Estado Civil: single, but escrevo de olhos fechados”. 
Legal mesmo seria que meu CV viesse com recomendações do John Lennon, do Budha e do Dalai Lama. Mas é a vida! A gente não consegue tudo o que quer... (E tudo dura o tempo que deve durar).


))) Leandro escreve também para o blog doqueosgaysgostam.com e na verdade escreveu este texto de olhos abertos, mas de luz apagada. O que não deixa de ser uma habilidade admirável!
 

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