Cutuca, mas não ofende!

Sou super a favor de qualquer ferramenta que ajude na interação deste ser tão complicado que é o humano... Mas, sinceramente, acho que junto a esses facilitadores deveria vir um manual de etiqueta. 

Por que escrevo isso? Porque só tem uma coisa que me deixa mais broxado do que ser cutucado por alguém medonho: descobrir que alguém que paquero cutucou algum amigo enquanto está rolando nossa paquera no Facebook.

Não sou modelo de santidade. Entendo que, para algumas pessoas, nada mais importa no mundo na hora da paquera, vale tudo. Mas queria entender o que faz essas pessoas pensarem que, ao cutucar alguém em comum com sua paquera atual, essa tal paquera não irá descobrir? Por que somos gays, não falamos sobre paqueras para que não furem nossos olhos? Jura?
Nesse mundão, há amigos que não mostram os boys que paqueram para os amigos por “segurança”, ou melhor, por insegurança. Não é meu caso.

Poxa, Leandro, Você está usando sua coluna para desabafar sobre uma pessoa que curtiu um amigo seu enquanto te paquerava? Não, imagina! O simples fato de  parar a vida para escrever sobre isso já indica que não foi uma pessoa apenas, foram várias... Só nessas últimas semanas, isso rolou duas vezes.

Não quero ser hipócrita, já agi assim, de maneira desesperada, e concluí que é a mesma coisa de ir ao supermercado comprar iogurte e se perder entre tanta variedade... Sem contar que, na prateleira ao lado, há mais do que iogurte. 
Moral da história: a gente acaba levando algo de que não precisa e se arrepende depois.

Dica: Seria legal paquerar um por vez, mas, se for um procedimento muito “lento” para os dias de hoje... Não custa fuçar o perfil do “prospect” antes de cutucar. Ver que amigos vocês têm em comum. Quais as últimas fotos da pessoa. Será que as 15 pessoas que você cutucou no último segundo não são amigas de alguém que você está paquerando agora? Será que as 15 são amigas entre elas?

Para finalizar, só tem uma coisa que me broxa mais do gay periguete on line: gay periguete on line que se faz de santo. E olha que, antigamente, os santos ocos eram recheados de ouro para permitir o contrabando... Hoje em dia, os santos são apenas ocos... Triste fim.

Leandro Allegretti escreve para o doqueosgaysgostam.com, não é santo, nem tem ouro, mas tem bom senso. Eita, ta rico!
 

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