Desventuras amorosas em série

Por Leandro Allegretti
 
O ser humano é difícil. Ainda não consigo entender bem o motivo. Acho que pela junção de vivências e traumas todos acabamos ficando doidos. Uns mais doidos do que os outros... Quer provas? Tenho três (porque amo o número 3):
 
CASO 1
João conheceu Mané via Tinder e, depois de uma semana de papo, marcaram de sair. Se curtiram pessoalmente e acabaram a noite em um motel. Entre beijos, amassos e conversas, eis que o telefone de Mané recebe mensagens e ligações de seu ex-namorado. 
 
O clima fica tenso, Mané resolve contar para João que terminou o namoro há uma semana e que tinha passado a noite anterior com o namorado. Ou seja, tinha vindo direto da casa do ex para esse encontro e acabou dizendo ao ex por telefone que estava no motel com outro. 
 
Conclusão: Mané achou melhor sair do motel e ir para a casa do ex, no meio da madrugada, para evitar que o moço se suicidasse ou “saísse dando para todo mundo por aí”. João ficou com cara de tonto e foi para casa. Na manhã seguinte, eis que seu Whatsapp recebe a seguinte mensagem de
Mané: “Oi, tudo bem? Estou na casa do meu namorado e queremos fazer sexo a três”. 

Resposta de João: Não, obrigado. Tudo de bom para vocês.

João deveria ter respondido: Puxa, marquei de depilar a virilha, fica para a próxima, beijos.
 
 
CASO 2
Mário encontrou Marcel por acaso, mas a paixão foi imediata. Resolveram morar juntos e tudo ia muito bem, mesmo com as reclamações constantes de Marcel sobre a falta de sexo três vezes ao dia. 

Um belo dia Mário cobrou Marcel pela conta de luz – já que ele era blogueiro e trabalhava de casa – ao que o rapaz respondeu: “não tenho como te pagar porque tenho que depositar R$ 4 mil de pensão para minha ex-mulher”. 

Resposta de Mário: minha conta de luz dava R$ 40 antes de você vir morar aqui, faz três meses que você não me ajuda no apê, não consigo bancar tudo sozinho. 

Ao ouvir isso, Marcel entrou no quarto furioso, pegou um bolo de 5 mil reais e jogou na cara de Mário proferindo a seguinte frase: “É dinheiro o que você quer? Então TOMA!”. 

Conclusão: Mário jogou o dinheiro de volta ao blogayro esquentadinho e o expulsou do apê. Um dia depois Marcel escreveu a Mário por Whatsapp: “Sabe, não demos certo porque você tem um encosto” (Mário devia ter respondido: “Pois é eu tinha, agora não mais”).
 
 
CASO 3
Alex conheceu Felipe e logo se apaixonaram. Adoravam sair juntos para comer. Eis que, em um restaurante badalado de São Paulo, estavam jantando quando um moço ali presente não parava de flertar com Alex. Felipe percebeu o que acontecia. Alex não estava dando trela ao moço, apenas comia olhando para o seu prato. 

Mesmo assim, Felipe não segurou a onda. Jogou o dinheiro para pagar o jantar na mesa. Agarrou Alex pelo braço, o arrastou pelo restaurante, parou na mesa do moço paquerador, lhe apontou o dedo na cara e disse: “você nunca mais vai paquerar o meu namorado”. Dito isso, bateu na cara de Alex e gritou: “E isso é para você aprender a não olhar para outro homem além de mim”. Ambos saíram e o barraco comeu solto lá fora. O restaurante inteiro olhava.

Conclusão: Alex terminou com Felipe. E nunca mais voltou ao restaurante. Felipe, certamente, arrumou outro doido para espancar pela vida.


Agora me diga, o ser humano é normal? Ainda existe chance de namorar alguém que valha a pena e que não te dê mais dor de cabeça do que prazer? Não sei. No momento, acho que não.



Leandro escreve para o doqueosgaysgostam.com e está pensando seriamente em virar freira ou prostituta. Qualquer coisa que limite a zero a afeição por pessoas loucas.
 

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