Conectados e deslumbrados

Tenho estudado o comportamento das pessoas nas mídias sociais, e claro, é parecido com o que elas têm na vida real, só que pior. Escondido atrás de um computador, celular ou tablet, todo mundo fica mais valentão.

Critica quem tem opinião contrária, humilha e tem a necessidade de comentar tudo, sem se aprofundar em nada. Que aperte o primeiro descurtir quem nunca comentou alguma matéria apenas ao ler o título, sem clicar para ler o conteúdo completo...

O mais interessante é notar que todos apenas querem atenção. E não poupam esforços para isso. Seja postando 500 selfies por dia, seja curtindo o conteúdo e/ou seguindo perfis alheios apenas para receber um like ou ser seguido de volta.

É natural ter a vontade de fazer parte de algo, de pertencer. Mas o que acontece com essa geração mega conectada vai além disso. Eles querem ter sucesso instantâneo. Ter trilhões de seguidores, querem a fama da Kim Kardashian, mas bem mais rápido do que ela teve.

A grande aspiração é ser descoberto na internet e/ou virar uma estrela de reality show. Afinal, todo mundo pode virar celebridade.

Há algo de muito errado nisso? Não. O único problema é o que se faz para conquistar o “estrelato” e mais, o que se faz quando não é possível alcançá-lo.

Tirar a roupa para bombar canal no Youtube, ter opinões polêmicas apenas para chamar atenção, kibar conteúdo alheio em busca de mais cliques, e menos trabalho de pesquisa e criação...

Eu não sofro disso, nunca desejei escrever no blog mais famoso, nem que meus textos fossem os mais comentados da internet. 
 
O engraçado é que depois de 5 anos publicando conteúdo em dois veículos LGBT, meu post de maior repercussão instantânea foi uma opinião sobre o primeiro encontro que uma amiga teve com um cara do Tínder. Por achar que ele devia ter sido cavalheiro e pago a conta, me chamaram de machista e até de homofóbico!

No mundo, julgar e condenar são tão rápidos quanto a vontade de descobrir a senha do wi-fi do vizinho quando o seu dá pau.
Enfim, não busco a aprovação de ninguém. Amo ser uma “anomalia”. Se um dia me tornar “tendência” e passar a ser “padrão”, espero pelo menos continuar tendo os pés no chão.

Para terminar, uma frase de efeito: não há mal em querer fazer parte de uma constelação, mas se sua estrela não brilhar, não tente ofuscar as que brilham. Claro que não conheço o autor, mas certeza que quem a criou ganhou muitos likes.

Leandro Allegretti escreve porque gosta, não quer ofender ninguém, mas não se esforça para agradar também. Se algo do que ele esreveu aqui te doeu, sinal de que você está vivo (a). Kibon.

 

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