Não tenho preconceito, mas...

Li por aí que a humanidade vive em modismos cíclicos. O que atestamos ao analisar o tempo em que vivemos em comparação com décadas passadas. 
 
Confuso? Pense no que aprendeu na escola sobre os costumes gregos: homens com homens, mulheres apenas para procriação e nada disso era errado.  
 
Agora pense no que aconteceu quando a Igreja Católica tomou conta de tudo... Até estátuas de mármore com pirocas de fora foram censuradas. Mulheres tinham que entrar na igreja de véu no rosto porque não eram dignas de Deus... 
Mais para frente rolou uma vibe "Paz e Amor" e ninguém é de ninguém, na época de Woodstock. Todo mundo já ouviu falar da época do "Sexo drogas e rock and roll". 
 
Daí que a humanidade evolui, mas nem tanto. E usa como modelo o comportamento de décadas passadas para apontar o que é certo e o que é errado. Por isso, vira e mexe sentimos que no lugar de avançar e jogar no lixo velhos preconceitos, eles voltam com força. É a humanidade em busca de “segurança”.  
 
Mas não dá mais para tornar regra geral um modelo de épocas em que camadas menores da sociedade não tinham voz, nem representatividade. 
 
No meio disso tudo, tem quem esteja perdido e não saiba mais que modelo de vida seguir. Devemos acatar o que o Governo propõe – seja lá qual partido tenha o poder? A religião, seja lá de qual vertente escolha seguir? Nossos familiares, incluindo aquele tio hippie? Aquela blogueira de moda com 500 milhões de seguidores no Instagram? A atriz mais gostosa do momento – que era gorda e emagreceu para conseguir mais papéis? Ou aquele moço que ficou famoso no jornal porque era viciado em crack, se recuperou, ganhou o perdão da família e virou modelo profissional? 
 
Desde que o mundo é mundo existe gente cagando regras e pessoas as seguindo. 
 
Até aqui, normal. Cada um tem o direito de fazer com sua vida o que bem entender. Mas, para mim, é assustador notar que saímos da idade das trevas há tempos e o ser humano não aprendeu o mínimo: respeito ao próximo. 
 
O preconceito existe sim, no mundo todo. No Brasil, inclusive, contra negros, mulheres, homossexuais, magros, gordos, nordestinos... Por aí vai. E não, não adianta mandar aquela pérola de frase “não tenho preconceito, mas...” para fugir do peso de ser preconceituoso (a) ao dar sua opinião sobre algo/alguém.  
 
Então, agora chegou minha vez de cagar uma regra: antes de compartilhar sua "valiosa" opinião, saiba que ninguém é obrigado a viver conforme suas convicções, até mesmo alguém da sua família pode e deve ter opiniões, gostos e preferências diferentes das suas. Respeite. 
 
Se inspire nessa frase para viver: “respeito é bom, a gente gosta, e conserva os dentes”. E não só eles, conserva as amizades e o bom relacionamento humano também. 

 
Por Leandro Allegretti  escreve para o blog doqueosgaysgostam.com e não aguenta ver tanta gente de mimimi pela internet e mundo afora reclamando toda vez que uma empresa resolve incluir o público LGBT em campanhas publicitárias ou há um beijo gay na novela da Globo.
 



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