Lea T manifesta apoio a transexual crucificada e fala de Caitlyn Jenner

A modelo internacional brasileira Lea T., 33, foi entrevistada pela revista Veja SP esta semana e se manifestou sobre a polêmica envolvendo a travesti Viviany Beleboni que fez um protesto na Parada do Orgulho LGBT de São Paulo no último Domingo que causou ira em religiosos por todo o país. Para a modelo, não houve má fé e Viviane foi mal interpretada.

“É algo delicado de se tratar, ainda mais no Brasil. Mas vamos ser corretos: por que esse assunto deu tanto drama? Eu entendo que ela possa ser má interpretada, mas não agiu de má fé. Queria passar uma mensagem sobre o que nós, trans, sofremos. Ninguém quer comparar nossa história a de Jesus Cristo. Ela quer falar do nossos problemas. Muitos famosos, como Neymar, já apareceram crucificados em capas de revista. A Madonna surgiu de pernas abertas na frente da cruz em shows. Ninguém fala nada. Mas agora, por se tratar uma transexual, o ato virou blasfêmia”, declarou Léa que disse ser uma pessoa de fé.

“Ela foi muito corajosa, mas tocou em um assunto que eu não teria tocado. Tenho uma imagem de Jesus – na verdade, de qualquer divindade e de qualquer religião – que não me atrevo a tocar em um contexto que não seja religioso. Mas isso não significa que eu não precise respeitar a filosofia dela. É bem claro que ela não queria ofender ninguém. Mas são escolhas. Há artistas que usam a imagem de cruz em teatro, cinema, museu… Eu fico indignada: por que ela não pode e os outros podem?”, reforçou a modelo. 

Ao ser perguntada sobre a transexual Caitlyn Jenner, a modelo disse: “Na verdade, não sigo tanto aquela família (Jenner-Kardashian). Mas vi a história dela, que me chamou a atenção. É muito punk conseguir fazer o que fez. Para mim, a coragem maior foi passar por tudo isso tendo filhos. Precisa de uma força absurda para olhar para cara da sua filha e dizer que vai fazer tudo isso”, disse a modelo que operou em 2012 sobre a transexual de 65 anos que foi medalhista em decatlo e símbolo de virilidade nos Estados Unidos e se assumiu transexual há dois meses.

 

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