Brasileiros gays são agredidos na Recoleta, em Buenos Aires

Área nobre da capital argentina, a Recoleta é conhecida também como um dos principais redutos gays de Buenos Aires. Entretanto, para os jovens Gabriel Chiappini, produtor cultural e bar man carioca, de 25 anos, que mora há eis meses na capital portenha e Arthur Almeida, mineiro, 25 anos, estudante de Medicina, a região pareceu não ser muito acolhedora. No final do mês de janeiro, os dois brasileiros foram agredidos física e verbalmente por dois homens no bairro, vítimas de homofobia. 
 
Tudo aconteceu quando os dois amigos estavam abraçados em uma praça e os homens se aproximaram proferindo os insultos: “Vou ensinar que na Argentina não se admitem viados e pouca vergonha”, disseram. Logo depois, desferiram uma série de socos, chutes e pancadas com capacete. Os jovens sofreram várias escoriações no corpo todo e Chiappini precisou levar 4 pontos na boca. 
 
Ambos foram atendidos no hospital e logo depois se encaminharam para a delegacia mais próxima, onde fizeram a ocorrência. Diferente do Brasil, a polícia de lá foi bastante solícita e chegou a ir duas vezes na casa dos rapazes para dar informações sobre o andamento do inquérito, que chegou a buscar imagens em câmeras de edifícios próximos. 
 
Em sua página do Facebook, o produtor cultural fala sobre o ódio dos agressores e incessante busca por um mondo sem intolerância: “Eles gozavam de ódio. Nós sangrávamos, Mas havia, e há, muito amor do lado de cá. A tristeza vem sem dúvida. Mas a esperança de um mundo tolerante e mais amoroso é maior, muito maior”.

 

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