Pesquisa aponta que 41% dos gays já experimentaram relacionamentos abertos

Com tantas formas de se amar hoje em dia, é difícil ficar por dentro do que é poliamor, relacionamento aberto, monogamia, relacionamento triplo, relacionamento semiaberto etc. São diversas formas de viver um romance que fogem do modelo normativo da monogamia. Mas será que eles são de verdade mesmo? Uma pesquisa desenvolvida pela FS Magazine perguntou para jovens homossexuais da Inglaterra sobre suas experiências com relacionamentos abertos. 41% dos entrevistados reportaram já terem vivido um relacionamento do tipo e, desses, 93% discordaram da afirmação “relacionamentos abertos não são relacionamentos reais”. 
 
Como a pesquisa mostra, há uma taxa de 33% dos que não experimentaram a modalidade (59%) e que afirmam que relacionamentos abertos não existem. Esse dado traz duas hipóteses: ou as pessoas não entendem sobre o assunto ou essas pessoas realmente não sabem lidar com ciúmes, confiança, respeito e outras questões que estão em jogo num relacionamento aberto. 
 
Apesar de ser um conceito em construção que começou a ser usado em 1970, apenas, a prática pode ser explicada quando um casal, um trio ou um quarteto, que tem uma relação afetiva concorda em ter relações sexuais com outras pessoas sem que isso seja considerado traição. Aí, as regras são definidas em conjunto, uma vez que cada relacionamento fundiona de uma forma diferente: ele pode ser vivido pelos dois parceiros juntos ou separadamente, mas é preciso que os dois tenham a mente muito aberta e os mesmos ideais para que consigam chegar a um consenso. 
 
Regras
Outro fator importante que aparece na pesquisa é a existência de regras estabelecidas pelo casal. Nesse caso, 75% dos relacionamentos contam com regras, mas 21% dos gays afirmaram já ter quebrado as regras. É justamente esse descumprimento das regras que ocasiona o término dos relacionamentos, na maioria das vezes. 
 
Formado pela Universidade de Miami e da Califórnia, o especialista em comportamento humano, Alexandre Bez, afirma, em entrevista à Rede Globo, que as regras precisam ser o primeiro passo: “Antes de os dois entrarem nesse relacionamento, é preciso que eles passem por um pré-estágio combinatório, que vai determinar o que cada um vai querer, um pré-esquema estabilizado em que as necessidades de ambas as partes batam bem direitinho. Só assim, mediante uma pré-combinação, o relacionamento aberto pode dar certo”. 
 
E, apesar de uma parcela dos casais preferirem a prática do “não pergunte, não fale”, com relação ao que se faz com outras pessoas fora do namoro, Bez acredita que essa não é uma alternativa saudável. Para ele, o “segredo é a outra parte sempre saber o que o outro está fazendo, sem omissões ou mentiras”.
 
Você já esteve em um relacionamento aberto? Conta pra gente como foi. 
 
 

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