Ator é agredido em frente à boate alternativa de Florianópolis

Aconteceu de novo, um grupo espancou mais um gay e desta vez a vítima foi o ator catarinense Nando Schweitzer. Na madrugada do feirado do dia 26 de maio, Nando estava na balada 1007, no Centro de Florianópolis, quando foi agredido com um soco por outro frequentador da casa, segundo ele sem motivo. Os seguranças do local, segundo o ator, expulsaram os dois do local e já do lado de fora o mesmo rapaz e amigos espancaram a vítima que caiu e chegou a ficar com a marca da sola do tênis de um deles no rosto depois de diversos pisões.
 
Segundo testemunhas, o agressor se chama Alinson. Ele e outros amigos agrediram Nando até que um flanelinha os socorreu. Segundo o ator, os seguranças do 1007 nada fizeram para impedir a agressão. 
 
Nando contou para a Lado A que há alguns anos teve que correr e pular dentro de uma casa para fugir de um motoqueiro que o persegui na madrugada. Ele diz que ataques assim são comuns em Floripa e que na casa noturna onde ocorreu o fato há muitos héteros que, apesar de estarem uma casa alternativa, não toleram os homossexuais. A casa levou o ator para prestar primeiros socorros depois da chegada da polícia. Para Nando, a violência empregada na agressão sem motivo indica que foi mais um caso de homofobia.
 
O ator teve que cancelar a estréia do seu novo espetáculo que ocorreria neste próximo final de semana em Joinville.

 
 

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Comentários

fernando diel seu comentario

fernando diel seu comentario nao so relativizou a agressao como me fez lembrar da hierarquia de castas bizarra que existe no meio lgbt (sim, tem q colocar um nome na turma pra poder lutar pelos direitos, e obvio q somos todos iguais) e que pela tua fala tu estas no topo dela. o gay que é macho cis e "nao dá pinta" se acha superior ao efeminado, à lesbica, aos trans, enfim, nao incomoda tanto a sociedade porque nao demonstra e nao sofre tanto com homofobia. isso precisa ser discutido, trabalhado, pensado e repensado. o teu comentario foi cretino. queres dizer que um hetero, que vive cantando mulher na rua, tem o direito de meter a porrada num gay pq foi cantado? ah me poupe!! queres dizer que o gay deve ser discreto e fingir q nao existe? foda-se o hetero! ficou ofendido com cantada ele que repense e pare de cantar mulher, vá pro outro lado da boate e cale a boca. se tu nao sofreu com homofobia ou tu vive numa bolha ou tu finge que é um hetero cis "normal" (tem aspas nessa palavra abjeta) ou tu ainda vai sofrer. homofobia nao tem desculpa, violencia nao tem desculpa e, o principal aqui, VÍTIMA NÃO TEM CULPA. e segurança de boate é brucutu. e o ser humano é uma MERDAAAA!!! minha solidariedade ao nando, meu abraço, meu carinho. o que nao te mata te fortalece. fica bem.

Pronunciamento oficial do

Pronunciamento oficial do 1007 a respeito do assunto: Boa noite. . Primeiramente, gostaríamos de dizer que acompanhamos todos os feedbacks e discussões que acontecem acerca do 1007. E estamos acompanhando o desenrolar de uma história de clientes que se desentenderam na casa e levaram a briga para fora do local. . Muitas vezes não respondemos com promessas vazias e discursos bonitos tudo que chega para nós, porque primeiramente discutimos os assuntos internamente, encaminhamos aos responsáveis as medidas necessárias sempre que surgem e na medida do possível vamos solucionando os percalços (muitas vezes o buraco é mais embaixo do que uma ação direta - toda ação tem reação, custo e burocracia). . Mas este acontecimento em especial exige um posicionamento nosso aqui, pois notamos que a manifestação da forma que foi divulgada em meios de comunicação que não se preocuparam consultar ou realizar uma análise factual de mais de uma versão do ocorrido, contribuiu para um movimento de culpabilização do 1007, inclusive estimulado por entidades que se aproveitaram da repercussão dos relatos. Damos total apoio à manifestação, à exposição de situações erradas, à dar voz a quem é vítima e de debates de questões pertinentes. . Conforme imagens de nosso circuito interno de câmeras de segurança e versões das testemunhas, os clientes em questão se envolveram em uma discussão sobre política no interior da casa, que acabou se escalonando para uma briga, que foi apartada – sem ferimentos graves ou notórios nos envolvidos. . Seguindo nossa política de tolerância zero com brigas, agressões e assédios - a qual estamos dando uma ênfase enorme e tomando ações concretas nos últimos tempos, convidamos os envolvidos na briga a se retirarem do evento, dada a avaliação da situação, o estado de ânimos de ambos e a presença de conhecidos dos envolvidos na festa, o que poderia resultar em outros desentendimentos. . O primeiro cliente foi retirado da casa, e, um tempo depois (seguindo o padrão de segurança, para evitar desentendimentos no lado de fora), o outro envolvido foi retirado (este, o autor dos relatos que estão sendo compartilhados). . No lado de fora, houve novamente troca de ofensas e provocações, o que causou uma cena desrespeitosa para diversos outras pessoas que estavam lá presentes. Mais tarde, os envolvidos acabaram se encontrando novamente nas proximidades do Parque da Luz, uma praça na vizinhança do 1007 (que não fica em frente ao estabelecimento) o desentendimento voltou a acontecer e a agressão desproporcional se passou. . Como a nova agressão não ocorreu em frente ao 1007, não haviam clientes, funcionários e nem seguranças próximos para apartar - E convenhamos, não há motivo algum para não se apartar uma briga em frente à casa. Alguém gosta de ver outras pessoas brigando? Obvio que não! Nem a gente! Nossos seguranças estão lá justamente para isso, para agir em caso de problemas dentro e fora da casa, porém com limites de distância, mas até onde nossos olhos alcançam, sempre agiremos. Nós fazemos festas, nós fazemos as pessoas se divertirem, nossa razão de existir é promover bons momentos a todos que estão lá - e brigas não fazem parte disso. . Não existe lógica em imaginar que haviam pessoas brigando imediatamente em frente ao estabelecimento, enquanto 50 clientes que fumavam na rua, assim como outros funcionários (seguranças, caixas, hostess) apenas assistiam de braços cruzados tudo acontecendo, não é mesmo? . Como o ocorrido foi nas imediações do Parque da Luz, apenas flanelinhas que cuidam dos carros no final da rua estavam próximos para apartar – Como o próprio homem agredido relatou. . Ao ficarem cientes do ocorrido, nossos funcionários de apoio prestaram atendimento ao rapaz, que estava machucado e assim foi levado ao escritório, onde recebeu primeiro socorros, além de aconselhamento para ir ao hospital e também foi incentivado a relatar à polícia a agressão. Fornecemos o suporte necessário para que o mesmo pudesse tomar estas providências. . Não toleramos brigas. Assim como não toleramos homofobia, machismo, racismo, transfobia ou qualquer outro tipo de desrespeito - seja da parte de funcionários ou clientes. E nos posicionamos veementemente ao lado de todas as vítimas, dando o suporte necessário para que não se calem e levem adiante a justiça contra o agressor. . No caso relatado, houve exaltação e desrespeito das duas partes. Porém, a partir do momento que foi tomada ciência sobre a agressão injusta (e que também achamos totalmente descabida e injustificável), mesmo não tendo acontecido dentro ou na frente do estabelecimento, nossa equipe de apoio se mobilizou para providenciar assistência à vítima. . Recentemente, realizamos muitas mudanças internas. Não anunciamos isso, foi tudo feito longe dos holofotes e dos textões de Facebook. Mudamos políticas, funcionários, comissários, ideias, ideais eventos, equipes inteiras de segurança (mais de uma vez), reformulamos completamente nossa produção e temos agora uma equipe formada principalmente por membros da comunidade LGBT e mulheres, que atualmente são a voz ativa no planejamento, comunicação e execução dos eventos do 1007. . Nós, dessa equipe, que escrevemos esse texto e tomamos as ações, somos um time e que planeja e executa, que vai resolver estes problemas de igual para igual, que sabe o que cada um e cada uma sofre no dia-a-dia e na noite. E somos nós que vamos solucionar isso, sim. Com a garantia de que isso não ficará apenas no discurso. . E é esta nossa equipe que lidera as ações do "Respeito no Rolê" para um impacto de responsabilidade social na conscientização, remediação e providências de forma a atacar diretamente na lutra contra a homofobia, machismo, racismo, transfobia e qualquer outro tipo de desrespeito. Sabemos que ninguém quer sair de casa à noite para se preocupar, e o nosso compromisso é oferecer um ambiente cada vez mais seguro para quem muitas vezes não se sente seguro na maior parte do tempo... E agir prontamente caso algo aconteça. . Enfim, muitas mudanças para melhor estão acontecendo. Temos consciência de que este processo de conscientização é algo que não acontece da noite pro dia, e é uma luta que será feita constantemente. Sabemos que nem tudo está perfeito, mas internamente há um progresso e uma mudança enorme acontecendo. . E relembrando sempre: Nossas festas são feitas de pessoas para pessoas. Somos uma equipe de quase 100 cabeças, que tira o sustento de festas feitas com carinho, que são apaixonadas pelo trabalho, que rala dia e noite pra todo mundo poder curtir sem se preocupar. E, se ainda não tá 100%, a gente vai trabalhar mais duro ainda para transformar o 1007 (de volta?) num lugar que acolha a todos e onde todos se respeitem, sem olhar a quem. . É isso.

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