A despatologização da transexualidade é a nova bandeira na psiquiatria

Psiquiatras de diversos países e ligados à ONU estão empenhados em realizar pesquisas que comprovem que a transexualidade não é um transtorno. Sendo assim, o objetivo deles é que a identidade seja retirada da lista de transtornos mentais da Organização Mundial da Saúdeo (OMS). Um estudo realizado no México e publicado na revista científica britânica “The Lancet Psychiatry” traz resultados que apontam que as mudanças de gênero não são um transtorno psicológico.
 
A pesquisa faz parte de uma série de estudos realizados no Brasil, índia, África do Sul, França e Líbano, cujos resultados serão apresentados na 11ª versão da Classificação Internacional de Doenças (CID) em 2018. 
 
Nesse estudo, 260 transgêneros e travestis adultos que recebiam tratamento em uma clínica especializada do México foram submetidos a uma série de entrevista que buscou abordar questões psicológicas que envolvem o processo de identificação e as violências que sofrem. Após uma análise detalhada, os autores do estudo apresentaram resultados que apontam que os problemas de transtornos psicológicos, quando acomete uma pessoa trans, acontece por causa da violência e da discriminação social sofrida. 
 
Os dados podem ajudar a quebrar o estigma criado em cima dessas pessoas. Entretanto, muitos temem as consequências dentro do Sistema Único de Saúde Brasileiro, que oferece respaldo para a população trans por considerar a transexualidade como um transtorno mental. Ana Frésan, uma das autoras do estudo, afirma que ele ajudará os países a pensarem em novas políticas públicas para dar suporte à população de transexuais e travestis. 
 
A preocupação é: quanto tempo levará para o Brasil discutir as mudanças e como os tratamentos com hormônio e as cirurgias de readequação sexual ficaram dentro dessa nova perspectiva no sistema público?
 
 

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