Existe preconceito contra gays no ambiente de trabalho?

O preconceito contra gays ainda é desafio para empresas brasileiras, quem faz a afirmação é a Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios, que entre os dias 10 e 21 de outubro, realizou a pergunta “Existe preconceito contra gays no ambiente de trabalho?” para 10.755 pessoas em todo o país. O resultado demonstra que comportamento desrespeitoso por parte dos funcionários é comum no país.
 
Para quase 80% dos jovens, ainda existe muita discriminação no ambiente de trabalho. Foram consultadas 10.755 pessoas e com 32,03%, um total de 3.445 delas, a opção mais votada foi “depende da área e do tipo de empresa”. De acordo com Marcelo Cunha, analista de treinamento do Nube, “o preconceito contra gays acontece a todo instante e não está em determinado ramo; está nas pessoas. Enquanto houver gente com este tipo de cisma, haverá discriminação”.
 
A segunda opção com maior parcela, 24,75%, foi “sim, muitas vezes escancarado” (2.662 respondentes). “Muitos funcionários ainda reproduzem atitudes e sentimentos negativos direcionados a lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros, como antipatia, raiva, desprezo, aversão ou medo irracional. Comportar-se de modo crítico, hostil ou mesmo violento, pautado na percepção da orientação sexual, é caracterizado como segregatório”, afirma o especialista. Outro grupo de respondentes, 20,31%, não enxergam como algo escancarado, “mas velado atualmente” (2.184).
 
Por fim, há quem pense já ser algo superado (22,91%), com 2.464 votos. Porém, caso alguém se sinta afetado por alguma situação, deve recorrer ao gestor e reportar o ocorrido. “Se o desconforto está na relação com o superior imediato, o funcionário pode acionar o RH da organização”, sugere Cunha.
 
Essa batalha no mercado de trabalho é diária e “o maior exercício de civilidade possível de se oferecer é o respeito às condições alheias”, aconselha o psicólogo.
 
Desde 1998 no mercado, o Nube oferece vagas de estágio e aprendizagem em todo o país. Possui mais de 7.200 empresas clientes, 14 mil instituições de ensino conveniadas no Brasil e já colocou mais de 650 mil pessoas no mercado de trabalho. Também administra toda a parte legal e realiza o acompanhamento do estagiário e aprendiz por meio de relatórios de atividades.
 
 

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