Cartola carioca diz que é contra árbitros gays apitando jogos de futebol

O dirigente do clube carioca Vasco da Gama, Eurico Miranda, causou polêmica novamente ao falar sobre a relação do futebol com a homossexualidade. Um dos grandes tabus no Brasil, a homofobia sempre andou ao lado das torcidas de futebol. Desta vez, Eurico afirmou ser contra árbitros de futebol homossexuais em uma entrevista ao canal “Na Lata” do YouTube. 
 
Questionado pela atriz Antônia Fontenelle sobre uma antiga fala sua de que o futebol seria um esporte para “homens” e não deveria ser apitado por gays, o presidente do Vasco da Gama disse que isso era coisa do passado. "Eu não sou contra gay, eu só me manifestei contra árbitro gay, sou contra árbitro gay e isso é lá atrás (passado). Acho que o gay...eu não tenho nada contra o gay. Agora, contra o chamado...como mundo quer chamar de gay... a bicha extrovertida, toda cheia de coisa. Ela vai tender (em campo) para o namorado dele", falou o dirigente que citou ainda Margarida, árbitro super gay que era uma lenda nos campos nos anos 80 por conta de seu jeito exagerado mas que é heterossexual.
 
Apesar do argumento ignorante do dirigente, não houve qualquer punição por parte da Confederação Brasileira de Futebol ou de árbitros, muito menos alguma nota oficial de repúdio ao discurso. Diferentemente do que acontece nos países europeus, onde o racismo, homofobia e preconceito geram penalidades para os clubes, no Brasil parece que o preconceito é mais tolerado. 

 
 
 

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