Em novo estudo, homens héteros assumem atração por outros homens e revelam seus segredos

Todo mundo tem seus segredos, mas alguns heterossexuais deixam a sua atração por outros homens guardada a sete chaves. Foi isso o que revelou um estudo publicado na revista científica Sexualities. Héctor Carrillo and Amanda Hoffman da Universidade de Northwestern entrevistaram 100 homens que se identificam como heterossexuais para uma análise qualitativa das suas respostas sobre relações com outros homens. 
 
O estudo revelou que a maioria dos entrevistados afirmou ter atração exclusivamente por mulheres, mas que havia certo desejo em fazer sexo com outros homens, o que não envolve sentimentos, na percepção deles. Para eles, a atração sexual, que define a orientação sexual, é definida tanto por envolvimento emocional, quanto físico. Quando o assunto é mulher, os caras assumem sentir os dois. Agora, quando o assunto é um cara pelado na frente deles, só o sexo fala alto. 
 
Quando questionados sobre a bissexualidade. Uma afirmação como é que talvez a bissexualidade seja onde eles se encaixam, mas há medo de isso afetar as relações com suas noivas, mulheres e namoradas, além dos amigos. Portanto, preferem se identificar externamente como heterossexuais e manter a bissexualidade internalizada. 
 
Dustin, de 28 anos, pontua: “Eu não sou um bissexual assumido pra sociedade, exceto em minhas relações sexuais. Eu não tenho relacionamentos com outros homens. Eu estou em um relacionamento com a minha mulher e eu amo ela. Sou bissexual apenas atrás da porta”.
 
Os autores do estudo afirmam que a principal conclusão das entrevistas é que a heterossexualidade não é conceito tão rígido quanto a sociedade afirma ser: “Algum grau de interesse por sexo com pessoas do mesmo sexo não precisa, automaticamente, empurrar alguém para fora da sua orientação sexual”. 

Na década de 40, a Escala Kinsey mediu a sexualidade em sete níveis, da exclusivamente homossexual à exclusivamente heterossexual, tendo a bissexualidade no centro. O que se percebeu foi que a maioria dos homens possuía uma sexualidade fluída, com desejos e experiências que não o tiravam da sua identidade auto definida e poucos eram de fato exclusivamente homo ou hétero.
 
 

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