Polícia conclui investigações sobre caso de mãe que matou adolescente gay em SP

O assassinato de Itaberli Lozano Rosa, de 17 anos, no dia 29 de dezembro chocou não só a sua cidade, Cravinhos, SP, como o Brasil todo. Os principais suspeitos do crime são a mãe do garoto, o padrasto e outros dois jovens. A Polícia Civil da cidade concluiu o inquérito no último final de semana e, apesar de responsabilizar a mãe pela morte da criança, sugeriu a hipótese de que isso só aconteceu porque ela se sentia ameaçada por Itaberli. O Ministério Público de Cravinhos não concorda com a hipótese e denunciou na última quarta-feira, 9, os quatro pelo crime por motivação de homofobia.
 
Segundo a denúncia do MP, a mãe do garoto, Tatiana Ferreira Lozano, o padrasto, Alex Canteli Pereira, e os jovens Victor Roberto da Silva e Miller da Silva Barissa, que teriam sido contratados pelo casal para ajudar no homicídio, estavam envolvidos no plano para o assassinato de Itaberli. 
 
A tese do promotor de Justiça Wanderley Baptista da Trindade é de que a mãe não aceitava a orientação sexual do garoto. As provas são um desabafo de Itaberli no Facebook, onde ele alegava ter sido espancado pela mãe quatro dias antes de ser morto. Há, também, depoimentos de testemunhas que afirmam ter presenciado a mãe do garoto segurando um machado e um pedaço de pau, dizendo ‘Não vem aqui não, senão vou te matar’.
 
O depoimento da então namorada de Victor foi crucial para a polícia. Ela afirma que a dupla contratada bateu em Itaberli até que ele desmaiasse e, só então, a mãe do garoto pegou uma faca na cozinha e o matou com três facadas no pescoço. O padrasto não teria participado da ação, pois estava no quarto com o filho de quatro anos. Ainda segundo ela, os dois teria enrolado o garoto num edredon, levado para um canavial e incinerado o corpo. 
 
Se a denúncia do Ministério Público for aceita, os quatros serão julgados com a formação de um juri popular por formação de quadrilha, assassinato em primeiro grau, com agravante de motivo torpe e sem direito de defesa a vítima, além da ocultação do cadáver. 
 

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