Policiais serão interrogados sobre caso de Serial Killer do Grindr por ignorar evidências

Foi anunciado esta semana que 17 policiais de Londres, na Ingleterra, estão sendo investigados por uma comissão independente de reclamações sobre policiais por erros de condutas nas investigações sobre os casos dos jovens assassinados pelo serial killer Stephen Port, de 41 anos. Port teria matado quatro jovens num intervalo de cinco meses e, nesse intervalo, a polícia teria tratado as mortes como se não tivessem ligação. Familiares das vítimas questionam o fato de a polícia ignorar evidências e acusam alguns policiais de homofobia. 
 
Cerca de 700 documentos e mais de 200 depoimentos estão sendo revisados pela Comissão. Dos 17 policiais interrogados, sete foram notificados por erro de conduta grosseira e dez por erro de conduta mediana. 
 
Relembre o caso
Em agosto de 2014, o corpo de Gabriel Kovari, 22 anos, foi encontrado num cemitério do East London. Dois meses antes, o corpo de Anthony Walgate, 22, também foi encontrado nos arredores do cemitério. Em setembro, foi a vez do aprendiz de chef de 21 anos, Daniel Whitwort ser assassinado e encontrado exatamente no mesmo local do cemitério e, pasme, pela mesma mulher que encontrou o primeiro corpo. Todas as vítimas foram contactadas por meio de aplicativos de pegação gay, por isso o caso ficou conhecido como serial killer do Grindr.
 
Um ano depois, em setembro de 2015, o corpo de Jack Taylor, 25, foi encontrado numa rua bem próxima ao local. Foi só após a quarta morte e depois de a polícia negar qualquer tipo de envolvimento de um caso com o outro e de mortes por conta de overdose de drogas, que a polícia se deu conta que estava de frente com um serial killer de homossexuais.
 
Descaso
Ao longo do inquérito das três mortes, os policiais desconsideraram os depoimentos das amigas de Walgate, que revelaram sobre a história do jovem que teria marcado um encontro pelo Grindr para a noite do seu sumiço. Foi desconsiderada a proximidade de local dos corpos dos três jovens, assim como a semelhança física - todos eram magros, altos e loiros.
 
China e Kiera, as amigas de Walgate, ligaram diversas vezes para a delegacia durante as investigações em busca de notícias. Elas relatam que sempre foram tratadas com descaso e de forma vaga. Para elas, os policiais estavam com pressa de se livrar das investigações por conta da orientação sexual das vítimas. Elas acusam os policiais de não se dedicarem e não enxergarem a ligação dos casos e, assim, ter prevenido a quarta morte. 
 
Foi por conta da pressão das duas jovens, dos familiares das vítimas e da mídia, como o portal PinkNews, que os 17 policiais foram destacados para uma investigação da Comissão Independente. O órgão está revisando documentos e depoimentos para apontar os furos nos trabalhos dos investigadores e definir uma punição administrativa.
 

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