Trans é selecionada em eleição de Esposa do Ano nas Forças Armadas nos EUA

A mulher trans Leila Ireland é a primeira transexual a ser nomeada concorrente do prêmio Esposa do Ano pela Revista Esposas de Militares, nos EUA. Apesar de não aparecer entre os principais nomes, Leila, também serve no setor administrativo de saúde das Forças Armadas em Honolulu, Havaí. Ela é esposa de Logan Ireland, um homem trans que serve em tropas americanas. A história do casal foi contada no documentário do New York Times: “Transgêneros, na Guerra e Apaixonados”.
 
O curta, que já foi indicado ao Emmy, retrata as barreiras que o casal trans enfrenta ao servir o Exército americano. Desde 2013, é permitido que gays, lésbicas e bissexuais sirvam o exército dos Estados Unidos por meio do fim da política “Don’t Ask Don’t Tell”. Entretanto, essa norma não se aplica aos transexuais, que podem ser banidos da instituição se descobertos, uma vez que os laudos médicos no país ainda apresentam a condição como transtorno psicológico, o que atrapalharia no combate.
 
O documentário aborda justamente a situação de Logan, que é assumido para seu comandante. Ele relata que quando está em serviço, no Afeganistão, ele pode ser quem é, ou seja, é tratado como homem. Mas, ao voltar aos Estados Unidos, nada seria fácil. Já Leila enfrenta vários problemas com seu comandante, que a orientou a exigir que pacientes a chamem por pronomes masculinos e a tratem como homem. 
 
Apesar de não chegar à lista das 18 finalistas. A nomeação de Leila foi importante para trazer visibilidade à comunidade trans que vive escondida no Exército norte-americano e passa por tensão em tempos conservadores com o presidente Trump. 

 

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