Após 43 anos, homem gay condenado na Inglaterra por lei homofóbica recebe carta de perdão

Se existe algo que a nova geração precisa entender e valorizar é toda a luta de lésbicas, bissexuais, gays, travestis, ativistas e transexuais que viveram no século XX. Eles lutaram contra o holocausto, as leis anti-LGBTs e o preconceito gerado pela epidemia do vírus do HIV. O escritor e ativista britânico George Montague, 93, é um exemplo vivo disso. Condenado por lei homofóbica vigente na Inglaterra até a década de 90, ele recebeu um pedido de perdão apenas 40 anos depois.
 
Em 1974, Montague foi condenado pelo crime de “comportamento indecente com outro homem”, tendo que pagar multa e sendo proibido de trabalhar com crianças com deficiência. Agora, após 43 anos, o ativista recebeu um pedido de desculpas oficial do governo britânico, que só veio depois de um longo trabalho de divulgação e exigência nas redes sociais do ativista.
 
A carta foi um pedido de desculpas no plural, em memória aos mais de 49 mil britânicos condenados por conta da sua orientação sexual. “Pedimos desculpas. A maneira como vocês foram tratados foi injusta. O que aconteceu a esses homens é motivo de um grande pesar para todos”, afirma um trecho divulgado por Montague em seu perfil pessoal no Twitter. No ano passado, o Governo já havia anunciado indulto, que seria uma forma de clemência aos condenados por crimes relacionados a orientação sexual.
 
Uma vida de ativismo
Em 2014, o escritor publicou o livro “O Gay mais Velho da Cidade”, título original sendo “The Oldest Gay in the Village”. A obra é auto bibliográfica e conta a sua trajetória desde a descoberta da sua sexualidade, passando pela condenação, pelo casamento com sua ex-mulher, os três filhos e o casamento com o seu atual marido. 
 

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