Chechênia mantém mais de 100 homossexuais em campos de concentração

No início de Abril, a imprensa mundial noticiou que cerca de 100 homens homossexuais haviam sido presos pela polícia Chechena, região que pertence à Rússia. Agora, relatos de fugitivos, que permanecem anônimos por motivos de segurança, confirmam que foram criados campos de concentração para LGBTs na região e que eles são eletrocutados, espancados e até mortos.
 
A veracidade das informações é difícil de ser atestada, visto que qualquer pessoa corre risco de vida ao denunciar esse tipo de informação na Rússia ou de entrar em contato com ONGs LGBTs. As denúncias são do jornal Daily Mail, que cita a publicação russa Novoya Gazeta. As denúncias apontam que três dos cem homens capturados já estariam mortos e que uma dessas instalações acontece no centro militar da cidade de Argun.
 
“Gays estão a ser detidos e estamos a tentar evacuá-los dos campos. Alguns até já deixaram a região. Quem escapou afirmou que chegou a estar em salas com mais de 30 pessoas. Eram torturados com choques elétricos e agredidos. Por vezes, até à morte”, relatou a ativista Svetlana Zakharova, da organização Network. Images de satélite confirmaram a existência do local indicado pelos denunciantes.
 
O Presidente da Chechênia é acusado da criação dos campos. Entretanto, ele nega, afirmando que esse tipo de pessoas não existe em seu país. A região é extremamente conservadora e não tolera homossexuais. Representantes de organizações internacionais dos Direitos Humanos estão exigindo que Putin intervenha e investigue as alegações, uma vez que a Rússia é a principal aliada da região. 
 

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