Hiperrealista: Gaymada tem homofobia e chuva em Curitiba

A proposta do espetáculo “Campeonato Interdrag de Gaymada”, do coletivo Toda Deseo, que aconteceu na região central de Curitiba durante a abertura do Festival de Teatro era fazer uma intervenção urbana para representar a diversidade sexual e de gênero e criar um debate sobre lgbtfobia, gênero e orientação sexual. Mas o primeiro dia do espetáculo, 29 de março, acabando tendo uma cena bem realista. Um espectador foi atingido por uma pedra enquanto assistia o espetáculo.
 
Estudante de teatro, Maicon Silverio, 26, estava entre os espectadores na Boca Maldita, quando sentiu uma forte pancada no ombro. Era próximo às 17h e a peça estava prestes a começar. O espectador foi socorrido por pessoas próximas e pelo fundador do coletivo responsável pela peça, David Maurity. Segundo o fundador, que atua com o espetáculo em Belo Horizonte, ele nunca havia presenciado uma agressão homofóbica em resposta ao seu espetáculo: “Nunca tivemos nenhum problema, além de alguns xingamentos e agressões verbais que transformamos em risos”.
 
A vítima conta que chorou depois da agressão, mas mais por constatar a realidade dura da falta de preparação da população de Curitiba para receber esse tipo de intervenção. “O que me deixou mais em choque foi a agressão acontecer às 4 e meia da tarde justamente durante uma peça que prega a tolerância”, revelou Maicon ao Bem Paraná. Apesar da pedrada ter deixado cortes e escoriações, Maicon decidiu não prestar queixa à Polícia.
 
Maurity conta, ainda, que antes de trazer o espetáculo para o Festival de Curitiba, alguns amigos produtores seus o alertaram para tomar cuidado com a homofobia internalizada da cidade. Olha a imagem que estamos passando para fora do Paraná. No dia seguinte, o espetáculo foi realizado com acompanhamento da Guarda Municipal.
 

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