“Momo: Para Gilda com Ardor” e a subversão do teatro paranaense

A 2ª Curitiba Mostra é uma seleção do Festival de Curitiba de peças regionais, trabalhadas em cima de textos de autores paranaenses, que são apresentadas ao público gratuitamente. Um dos destaques de 2017 foi a peça “Momo: Para Gilda com Ardor”, que fala sobre a subversão da identidade de gênero e orientação sexual de forma realista, sem deixar de ser vista sob o ponto de vista da arte.
 
Uma criação de Ricardo Nolasco, que performa na peça como a travesti Gilda. Colaborador dos coletivos “O Estábulo de Luxo” e “Selvática Ações Artísticas”, o diretor contou com a colaboração de Daniela Passarinho, Leo Bassi, Marina Viana, Márcio Mattana, Leonarda Glück, Patricia Cipriano, Luciano Faccini, Melina Mulazani para transformar a história da travesti morta em 1983, que ocupava as ruas do Centro, vindo do interior do estado. 
 
Ao estilo Vedete, Gilda canta e dança pelas ruas, subvertendo o conservadorismo paranaense na figura gorda e peluda que Ricardo evoca. Passista de escola de samba, é uma figura hábil em busca de moedas e beijos roubados, mas não perde a sua característica de mulher forte e de voz imponente. A personagem convida a todos a abandonarem o espaço e sair em desfile, no estilo de bloco carnavalesco. 
 
Com um roteiro instigante, que deixa você querendo mais do início ao fim, “Momo” foi um dos destaques entre as quatro peças apresentadas na 2ª Curitiba Mostra. 

Para Gilda com ardor terá a sua última apresentação neste Domingo, 16/04, às 20h, no Teatro José Santos (Rua Treze De Maio, 655, Curitiba).

 
 

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