Parada do Rio tem data transferida por falta de apoio da Prefeitura

Após perder o patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro este ano, a 22ª Parada LGBT de Copacabana, foi adiada de 15 de outubro, data que ocorreria originalmente, para o dia 19 de novembro. Agora, os organizadores do evento estão correndo atrás de parceiros privados, para arrecadar pelo menos R$ 500 mil para dar uma estrutura mínima (de banheiros e segurança) aos participantes. 
 
Em nota, a Prefeitura do Rio de Janeiro informou: “Criamos este ano o 'Outubro da Diversidade', mês que será voltado para ações LBGTs, incluindo a realização de diversas paradas, entre outras comemorações, como consta no Diário Oficial do Município de 26 de julho. Em relação à Parada de Copacabana, a Secretaria Municipal de Cultura autorizou em julho os organizadores deste evento a captarem junto à iniciativa privada R$ 895 mil, via Lei do Imposto Sobre Serviços (ISS), um tributo municipal, demonstração de que o prefeito Marcelo Crivella incentiva a realização de eventos que contribuam para o panorama de diversidade na Cidade do Rio de Janeiro.”
 
Em junho deste ano, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciou um ajuste fiscal que corta totalmente as verbas públicas de eventos, como o Carnaval e as Paradas LGBTs da cidade. A justificativa dada foi que o evento em Copacabana demanda muitos gastos da prefeitura, e que os organziadores devem aos cofres públicos R$696 mil e R$ 98 mil das edições passadas. 
 
Similar ao também recente adiamento da Parada de Florianópolis, com motivo de que não foi dada autorização para fechar uma famosa avenida da cidade, sendo que uma semana antes, ela foi fechada para um outro evento no mesmo local, os prefeitos que assumiram posse neste ano, ao contrário do que dizem, parecem não mostrar nenhuma preocupação com a visibilidade LGBT em suas cidades. Parecem querer desmanchar o que já foi conseguido, se baseando em seus valores morais e religiosos: Marcelo Crivella, que é conhecido bispo da Igreja Universal, ainda este ano, rebaixou a Coodernadoria Especial da Diversidade Sexual (CEDS-Rio), que perdeu autonomia para criar políticas públicas que auxiliem a população LGBT; Já o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, reeleito, no ínicio do ano, vetou integralmente dois projetos de lei aprovados no fim do ano passado, que tratavam do combate a homofobia e identidade de gênero, mas após a grande repercussão, que levou até mesmo o vereador autor dos projetos Tiago Silva, a deixar a secretaria que ocupava, o prefeito voltou atrás e sancionou as duas leis. 
 
Diante de tais fatos, é preciso que toda a comunidade esteja bem atenta e de olhos abertos, e disposta a lutar, porque se continuarmos nesse avanço do conservadorismo na política (que vai culminar na candidatura a presidência de Jair Bolsonaro no próximo ano), o futuro tende a ser sombrio e assustador. 
 

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