Uma semana sem Rogéria: a travesti da família brasileira

Famosa por sua coragem e talento, a atriz Rogéria, 74, faleceu na última segunda-feira dia quatro de setembro. A morte foi confirmada pelo hospital em que a atriz estava internada, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, que informou sobre o internamento de Rogéria desde o começo de agosto. 
 
Em julho de 2017, Rogéria também havia sido internada com diagnóstico de infecção urinária, recebendo alta duas semanas depois. A atriz teria voltado ao hospital no dia 8 de agosto, e desde então permaneceu internada por complicações de saúde devido à infecção urinária. A causa de sua morte é chamada choque séptico, que causou infecção generalizada.

Nascida Astolfo Pereira Junior, em Cantagalo, interior do Rio de Janeiro, Rogéria se considerava a travesti da família brasileira. Começou sua carreira como maquiadora na TV Rio nos anos 60, e, logo em seguida, deu início em sua carreira como atriz. Nos anos 70 e 80, participou de muitos espetáculos, novelas e programas de televisão, sendo vencedora do troféu Mabembe ao participar do espetáculo O Desembestado.
 
Desde seu início de carreira, Rogéria lutou pela visibilidade LGBT. Nascida numa época conservadora, trabalhou durante a ditadura militar, período muito repressivo para homossexuais e travestis. Deixou um legado artístico imensurável e inspiração pela coragem de ser autêntica, alcançando a duras penas um espaço para as minorias. Nas redes sociais, muitos artistas lamentam a morte da atriz, muito lembrada por seu humor, talento e generosidade. 

 

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