Mistério: Leonardo Da Vinci e seu amante Salai, possivelmente retratado em Mona Lisa

O famoso pintor Leonardo Da Vinci criou  Mona Lisa, o quadro que ficou mundialmente famoso e conhecido, é uma referência para qualquer artista ou admirador das artes. A obra, também chamada de A Gioconda ou ainda Mona Lisa del Giocondo, foi pintada em 1503 e desde 1797 faz parte do conceituado e histórico Museu do Louvre, em Paris. Alvo de inúmeras especulações, como o próprio autor em sua época, Mona Lisa carrega um mistério oculto que retrata um curioso episódio da vida de Da Vinci. A jovem retratada com um tímido sorriso tem sua identidade constantemente questionada, mas permanece  obscura desde a sua criação. Historiadores e artistas, como Silvano Vinceti, do Comitê Nacional para a Herança Cultural da Itália, acreditam que Monalisa consiste na imagem de um jovem aprendiz e, possivelmente amante de da Vinci. Gian Giocomo Caprotti, o Salai, seria o contemplado pelos traços do pintor na tela de Mona Lisa. A obra foi submetida a processos com infravermelho e outras ferramentas de investigação, comparando com outros trabalhos de Da Vinci para os quais Salai posou. “Você nota particularmente no nariz da Mona Lisa, na testa e no sorriso”, disse Vinceti ao jornal Telegraph, indicando as partes da obra que mais se assemelham às feições de Salai. 
 
Complementando as suspeitas, foram analisadas mais duas obras de Leonardo Da Vinci. “São João Batista” do ano de 1513, e “Anjo Encarnado” de 1515, o último retratando um homem jovem com uma ereção, são quadros que Da Vinci pintou usando Salai como modelo. Os especialistas perceberam que as feições dos homens retratados em tais obras, comparadas com as feições de Mona Lisa, são muito semelhantes. Segundo registros históricos sobre Da Vinci, feitos pelo pintor Giorgio Vasari (1511), Salai e Da Vinci se relacionaram por mais de 30 anos. Vasari se refere a Salai como "gracioso e bonito rapaz com um belo cabelo ondulado", e seu nome está escrito, embora riscado por Da Vinci, no verso da obra original de “Anjo Encarnado”. Leonardo considerava seu amante como “ladrão, mentiroso, teimoso e glutão”, conforme as análises de Vasari. Apesar de seu comportamento que lhe rendeu o apelido de “diabinho”, Salai recebeu Mona Lisa como presente, numa época em que a obra já era muito valorizada.
 
Salai não foi o único a se relacionar com Da Vinci. Temendo punições da época, o pintor não exercia sua homossexualidade em público, restringindo suas relações ao seu meio artístico e doméstico. Relacionava-se com seus aprendizes e serviçais. Vinte anos após a morte de Salai, provavelmente em um duelo, conde Melzi ocupou seu lugar. Francesco Melzi (1491) era um dos alunos de Da Vinci, que descrevia sua relação com o pintor como "profundo e ardentíssimo amor", e foi ele quem acompanhou Da Vinci até seus últimos dias de vida. Com o objetido de eternizar seu amante e mestre, Melzi ficou responsável por publicar as obras de Leonardo Da Vinci, atendendo ao pedido feito pelo pintor antes de morrer. Por outro lado, apesar de toda a devoção de conde Melzi, Da Vinci mantinha em sua cabeceira o retrado de Salai, na obra “São João Batista”, em que aparece sorrindo e pontando para o céu. 

 

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