1º de Dezembro é o Dia Internacional de Luta contra a Aids

O Dia Mundial de Luta contra a Aids foi definido como 1º de dezembro pela Organziação Mundial da Saúde (OMS) em 1989, como uma data para conscientização em todo o mundo sobre os crescentes casos de AIDS. Estima-se que 827 mil pessoas vivem com HIV/AIDS só no Brasil, segundo estatísticas do Ministério da Saúde do Governo Federal. Em média no mundo são ao todo 36,7 milhões de pessoas infectadas, entre adultos e crianças. 

 Em 1987 a Assembléia Mundial de Saúde, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu a data de 1º de dezembro para propagar a solidariedade, respeito, tolerância e informação acerca dos casos de AIDS. No Brasil, a data entrou para o calendário como um dia especial somente em 1988. 
 
O símbolo escolhido sobre o assunto é o laço vermelho. A cor foi escolhida para representar a solidariedade e é muito usado por instituições que prestam estudos e apoio sobre o HIV/AIDS. O laço vermelho foi criado em 1991 pelo grupo artístico de Nova York Visual Aids, como uma forma de homenagear os entes queridos e amigos que faleceram em virtude da doença. A cor vermelha tem uma forte ligação com o sangue e o amor, e o laço teve sua inspiração em um laço amarelo usado como símbolo de honra a soldados americanos que atuaram na Guerra do Golfo, entre 1990 e 1991, também usado para representar diversas lutas. 
 
Na primeira vez em que apareceu em público, o laço vermelho era ostentado pelo ator americano Jeremy Irons, durante a cerimônia que entregava o prêmio Tony Awards, em 1991. Os criadores do símbolo ficaram preocupados com a popularidade do laço ao aparecer no peito de um ator, o que podia ofuscar o real significado dele pela luta contra a AIDS. Felizmente, o laço vernelho é mundialmente conhecido como símbolo de luta e compaixão pelos que carregam o vírus.
 
No Brasil, no dia 1º de dezembro, um medicamento de prevenção do HIV será ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A chamada Profilaxia Pré-exposição, também conhecida como Prep, faz do Brasil o primeiro país a disponibilizar esse tipo de política pública preventiva de forma universal e gratuita para os cidadãos. O objetivo da iniciativa é espalhar o medicamento que evita que uma pessoa que não tenha HIV possa ser infectada quando em contato com o risco. 
 
Os primeiros estudos sobre a Prep no Brasil começaram em 2014 e os testes foram monitorados durante três anos. Um comprimido composto dos medicamentos Tenofovir e Entricitabina foi fornecido gratuitamente através do SUS para homens cis e homens trans que fazem sexo com homens. Ao todo, segundo o pesquisador Ricardo Vasconcelos do Hospital de Clínicas da Universidade de São Paulo, foram 500 pessoas entre gays e mulheres trans em situação de vulnerabilidade que se submeteram aos testes. Durante o período de medicação, somente três pessoas foram infectadas. Após a fase de testes, o medicamento será agora distribuído em todo o país, começando pelas cidades de Porto Alegre, Fortaleza, São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus, Brasília, Salvador, Florianópolis e Ribeirão preto, municípios escolhidos por terem participado dos testes iniciais da Prep.

Para marcar a data, a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba promoverá um dia de testagem rápida por flúido oral na Praça Rui Barbosa, onde haverá uma tenda durante todo o dia. Ainda, em uma cerimônia às 13h30 no Salão de Atos do Parque Barigui serão anunciados o boletim anual de dados epidemiológicos do município e novas estratégias de prevenção.

 
 
 

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