Gays e trans reclamam de constrangimento em supermercado de Curitiba

No dia 16 de novembro de 2017, por volta das 22h30 da noite, Marcelo Mello, sua amiga Sophia, que é uma mulher trans, e mais dois amigos se dirigiram até o supermercado Condor do bairro Novo Mundo. Os amigos relataram que ao entrar no estabelecimento foram perseguidos pelos seguranças e demais funcionários por todos os ambientes do supermercado. 
 
O grupo relatou ainda que cinco funcionários homens debocharam dos amigos no setor de hortifruti e que, outros dois funcionárias, ainda apontaram para o grupo e riram. Ao passar pelo caixa, o atendimento foi normal, mas os demais presentes continuavam a constranger o grupo com risadinhas. “Não ri dos outros que isso é pecado”, disse Marcelo para se defender dos olhares de deboche.

No dia seguinte, Marcelo e Sophia foram ao supermercado novamente para verificar se a situação continuaria, e pensaram em tentar filmar o ocorrido. Os olhares e as risadas se repetiram, segundo eles. Ao conversar com o gerente, não receberam nenhum pedido de desculpas, apenas a informação de que o estabelecimento emprega inclusive funcionários gays. O gerente disse ainda, que vai levar o ocorrido às reuniões de trabalho do local.

Marcelo informou à revista Lado A que não fez Boletim de Ocorrência no mesmo dia, pois a delegacia da região se encontra fechada por motivo de mudança. A denúncia foi registrada na manhã de sábado, dia 18 de novembro. Em casos como esse, é importante o registro de ocorrência e a denúncia aos órgão competentes de Direitos Humanos, como o Disque 100. Marcelo pretende denunciar o estabelecimento e entrar na Justiça.

 

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Comentários

Olá! Importante registrar

Olá! Importante registrar esse tipo de ocorrencia. Casos assim não podem ser subnotificados por conta do cumprimento da Lei. Minha sugestão é que se constitua uma advogado ou uma advogada. Pessoas com baixo poder aquisitivo podem apelar para os cursos de Direito que geralmente tem um escritório modelo com um professor responsável que orienta os alunos! Não podemos ser tolerantes com a intolerância. Direitos iguais! Sucesso!

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