Professor esclarece a falácia da “ideologia de gênero” e deixa bancada evangélica irada

O professor Elizeu Neto, coordenador nacional do PPS Diversidade, do Partido Popular Socialista, fez uma brilhante intervenção sobre a falácia da “ideologia de gênero”. Sua fala ecoou na Câmara Legislativa do Distrito Federal, em Brasília, no dia 25 de outubro de 2017. Neto é psicólogo e psicanalista, além de ser professor e pequisador de pós graduação e ainda membro do Conselho Nacional de Combate à Discriminação.  
 
Para o professor, paulistano radicado no Rio de Janeiro, a discussão do termo “ideologia de gênero” surge no Escola Sem Partido, projeto de lei que visa impedir as reflexões sobre gênero e sexualidade nas escolas sob alegação de defender uma suposta neutralidade. Este projeto, segundo ele, nada mais é do que uma forma de segregar e excluir ainda mais grupos LGBT da escola e frear o desenvolvimento de políticas educacionais para o fim do preconceito. 
 
“Não tem ideologia de gênero na Base Nacional Comum Curricular. A palavra gênero aparece 355 vezes, identidade de gênero uma única vez e em nenhum momento a palavra ideologia de gênero, conforme pesquisa feita pelo PPS no texto da Base Nacional Curricular”, explicou o professor. Neto esclareceu ainda que a comunidade LGBT não tem interesse em mudar orintação sexual ou identidade de gênero, pois, cientificamente isso seria impossível. O questionamento central aos opositores evangélicos se deu sobre o momento em que eles “decidiram” sobre sua própria orientação sexual e identidade de gênero. Não é através de imagens, filmes, ou debates que uma pessoa vai mudar sua orientação sexual pois esta faz parte da natureza. Nesse contexto, não existe o termo “ideologia de gênero”, é cientificamente impossível e não está nos planos e discussões da Base Nacional Comum Curricular. 
 
“Eu acredito numa escola plural. Segundo o artigo 205 da Constituição, ‘a educação é direito de todos e dever do Estado e da família e será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade’, porque pais erram, o Estado pode errar e a sociedade pode errar”, disse o pesquisador Eliseu Neto. O pesquisador atentou ainda para o fato de que os LGBT estão morrendo devido à intolerância religiosa, familiar e escolar e que nesse sentido, é urgente a discussão para promover o respeito e a inclusão. 
 
Confira a fala brilhante do professor:

 


 
 
 
 

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