Casal gay luta na justiça dos EUA que concedeu visto a apenas um de seus filhos gêmeos

Uma família homoparental residente nos Estados Unidos está enfrentando empecilhos para o reconhecimento da cidadania de um de seus filhos. Os gêmeos Aiden e Ethan Dvash-Banks, de um ano e quatro meses nasceram no Canadá mas apenas um deles, Aiden, recebeu a nacionalidade americana.

Os bebês foram gerados através de uma barriga de aluguel. Um dos pais, Andrew, é norte-americano, e seu marido, Elad Dvash-Banks é israelita. O casal já estava junto há cinco anos quando decidiram ter filhos, e doaram seus espermas para a fertilização. As crianças nasceram no Canadá, mesmo país em que os pais se uniram em matrimônio. 

Os problemas começaram quando o casal resolveu se mudar para Los Angeles, nos Estados Unidos, para viverem mais perto da família de Andrew. Convictos de que a cidadania do americano seria suficiente para que toda a família residisse nos EUA, o dois ficaram surpresos quando as autoridades barraram a cidadania de um dos gêmeos, alegando que ele fora concebido através das células do pai israelita, não podendo assim receber a cidadania americana. 

Mesmo diante de tanta burocracia que nunca foi dispensada aos casais heterossexuais, Andrew e Elad decidiram por permanecer em Los Angeles com um visto provisório. Após o vencimento do documento, entraram com um pedido de visto permanente de imigração, o green card, mas sem sucesso, a criança permanece de forma ilegal nos EUA. 

"A mensagem é que nós não somos totalmente iguais. A nossa família é menor do que outras famílias", disse Andrew ao The Guardian.  O casal considera que estão sendo discriminados por serem homossexuais. O não reconhecimento de Ethan como americano impede que ele viaje até Israel para conhecer os avós, pois corre o risco de não poder retornar pela falta do green card. "O meu filho está sendo prejudicado pelo governo e nós estamos lutando para proteger o nosso filho e a nossa família.", disse Andrew. 

O casal entrou com um recurso na justiça americana. O processo argumenta sobre a incostitucionalidade de negar a nacionalidade de Ethan porque o governo usa com o casal uma regra usada com pessoas que não são casadas oficialmente. "O departamento de estado está tratando casais do mesmo sexo como se eles não fossem casados e está privando seus filhos de direitos. Retirar a nacionalidade a uma criança é um dos mais horríveis atos que um governo pode fazer a uma criança só porque os seus pais são gays, lésbicas ou bissexuais.", disse Aaron C. Morris da organização Immigration Equality e advogado da família.  
 

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