Blog do Johan

Allan Johan

Curitiba: A cidade que te mata aos poucos mas onde você morre feliz

Já são quase 20 anos desde que vim morar na minha amada Curitiba. Hoje, pleno alto Verão e faz 12 graus lá fora. Choveu o dia inteiro, um dia cinza de garoa interminável, frio, tão característicos desta cidade que escolhi para viver e morrer. Não troco Curitiba por praia e nem por outras metrópoles, por qualquer outra cidade do mundo. Temos sim problemas, mas a nossa cidade é única positivamente. Curitiba não é perfeita, mas confesso, ela vicia.



Tudo novo, de novo

O mundo mudou nestes quase 9 anos de Lado A e vamos seguindo com mudanças para nos mantermos atuais e modernos. Em breve, nosso site também sofrerá mudanças, acompanhando as tendências vigentes e apresentaremos nosso novo projeto para 2015.

Mas e você? O que você mudou nesta última década? Não apenas o cabelo, o corpo, mas e os seus pensamentos? Você se tornou uma pessoa melhor? A auto crítica é fundamental nos dias de hoje, em que o mundo a nossa volta se transforma rapidamente.




Marina Silva esquece vontade de Eduardo Campos e que está em um partido socialista

Há 12 anos sou filiado ao Partido Socialista Brasileiro, o PSB, no Paraná. Um partido que escolhi e onde me mantive por acreditar ser o mais próximo da minha linha de pensamento, que é uma política para o coletivo, com respeito à base, aos ideais socialistas, a uma política de cara limpa e ações corajosas. O PSB, porém, não é um partido perfeito, nenhum o é, tanto que sempre votei em candidatos à presidência apoiados pela coligação. Há a discussão interna de que não faz sentido ser um partido sem candidatos, então ao menos estava orgulho deste ano termos um candidato para chamar de nosso.



Pronto Falei: O que eu acho das Paradas Gays

“A Parada Gay é anos 90, 2000”, “Só tem putaria”, “Não tem viés político”, “A parada se perdeu”, “Só tem gente bêbada e travesti pelada”, “É putaria”, “Não nos representa”, entre outros fortes argumentos definem as Paradas Gays por aí. Eu acredito que, mesmo que isso tudo seja a mais pura verdade, devemos apoiar e defender as paradas pelo simples fato de ser um evento de resistência, de visibilidade, um tapa na cara da sociedade, mesmo que tenha muita gente que acredita que ele é negativo para a causa, um tiro no pé.




Carta Aberta: OMS, por que não jogam o antirretroviral na água que bebemos?

Cansei de ser tachado de promíscuo por ser homossexual. Cansei de fingirem que se importam com a Aids ou com nós gays. Tenho 34 anos, e há 15 anos acompanho de perto a tal epidemia que surgiu como “câncer gay” nos primeiros anos, logo depois que nasci, e desde então sou chamado de grupo de risco, grupo de risco acrescido, população vulnerável e agora acabam de inventar um novo termo: População “chave”.



Quando o mundo virou alternativo e o orgulho gay foi perdido?

Há 15 anos, quando fazíamos IRContros (salas de chat de um programa primitivo em tempos de internet lenta), havia uma piada interna no canal #GaySC: “Pai, eu não sou gay, eu sou alternativo”, dito por um dos membros ao sair do armário em casa. De repente, passou a moda clubber, as drags, as paradas, podemos casar, a homofobia é discutida todos os dias, e cá estamos, em um mundo alternativo, de um lado com a ameaça evangélica e do outro o mundo goy. O que aconteceu?




Sim, sou gay e cristão

Tem gente que tem uma idéia errada dos gays. Acha que fomos feitos em formas e somos todos iguais. O mesmo vale para as pessoas de fé. Tem gente que acha que todos são intolerantes ou vítimas de lavagem cerebral. Todos nós temos direito a ter nossas convicções e a mudar e evoluir. Mas ninguém tem o direito de nos julgar em nossa caminhada de auto conhecimento, onde erros e acertos são inevitáveis e necessários. Conheço muitos gays cristãos que não encontram espaço para continuarem a sua fé. Eu encontrei o meu e estou muito feliz.



Penso, logo opino. A nossa opinião é importante?

Quase sempre temos alguma opinião sobre tudo. Às vezes guardamos para nós, quando vemos a possibilidade de causar algum conflito. Mas esta expressão de pensamento próprio colabora ou é algo relevante apenas para nós mesmos. Todos nós temos opiniões sobre a Saúde que deveria melhorar, os impostos que são altos demais, sobre o que precisa melhor no país, no lugar que frequentamos ou mesmo sobre pessoas e amigos. Mas por que não nos ouvem, fora a época do pleito, ou quando somos consumidores ou, ainda, por que fingem nos ouvir?




O Rolezinho Gay e os 10 anos dos Encontros contra o Preconceito nos Shoppings de Curitiba

Em 2003, fui conhecer o recém inaugurado Park Shopping Barigui, em Curitiba, e encontrei outros amigos gays, afrodescendentes, em frente à então recém inaugurada loja de diversão e games Hot Zone. Eu bebia um chá mate, em um copo, e três seguranças vieram dizer que ali não poderia consumir bebida, por estar fora da praça de alimentação. Então terminei o chá e joguei o copo fora e continuamos ali, e os seguranças passavam pelo local, com olhares ameaçadores.
 
Eu, politizado, entendi na hora. Era homofobia e preconceito.



Gays são usados como moeda de troca política pelo PT para lidar com a poderosa bancada evangélica

Aconteceu de novo. Esta semana, diversos jornais denunciaram que o governo mais uma vez trocou o apoio da bancada evangélica pelo compromisso de barrar os direitos da população LGBT, desta vez para a reeleição da presidenta Dilma. Há algumas semanas “denunciamos” esta possibilidade aqui no site, quando o Planalto sinalizou estar negociando a votação da PLC 122, que criminaria a homofobia no país. Um projeto importante e que combateria o preconceito em diversos graus na sociedade.




E você, “O que você faria?”

O quadro “O que você faria?”, do Fantástico, é excelente. Há dois anos eu já assistia o original norte americano, no ar desde 2008, na internet. A versão brasileira tem uma maior importância. Por aqui, não contamos com o senso comunitário que eles tem por lá e nem com as instituições que no Brasil não cumprem com os seus papéis. A Justiça, além de lenta, chega a penas ridículas e processos morais terminam em cestas básicas. O jornalista Ernesto Paglia é um dos profissionais mais sérios que temos.



Bullying no dos outros é refresco, né deputado?

“Constrangimento, palavrões, xingamento” com essas palavras o deputado Marco Feliciano descreve o incidente que passou na semana passada em que um grupo de rapazes cantou para ele a música “Robocop Gay” do grupo Mamonas Assassinas, a bordo de um avião que seguia de Brasília para São Paulo. O deputado acionou esta semana a Polícia Federal, conforme comprova o vídeo abaixo.




A vida em um segundo - Homenagem ao Rafael Yared

Nesta quinta-feira, cheguei do meu curso matinal de gastronomia e recebi a notícia de que meu amigo Rafael Yared havia falecido. Me mandaram um link de um jornal popular de Curitiba, perguntando se eu o conhecia e quando li o nome, estremeci. Notícia horrível, acompanhada de que outra pessoa que eu conhecia também estava no carro com ele e havia igualmente ido embora. De início estranhei o fato de o motorista do outro carro, ao qual os jornais acusaram de participar de um racha, aparecia apenas o primeiro nome. Rafael não corria, ele era uma pessoa elegante, sempre sorridente, responsável.




Quem não sabe o que é amor, só pode odiar

Como tem gente odiosa no mundo, que não é feliz, que não tem consideração pelo outro. Bem, todos nós conhecemos muita gente assim mas por que elas não amam ou se amam, ou porque elas passam a odiar e a querer o mal do outro, ou a serem indiferentes? A gente sempre diz que essas pessoas são mal resolvidas, mal amadas, mal comidas, sem boa autoestima e ainda inseguras, e todas estas teorias podem estar certas.



Antigordos: Abercrombie sai do armário da babaquice e não fabricará mais tamanhos XG e XXG

A marca Abercrombie & Fitch é famosa por seus modelos e funcionários de corpo delineado, magros, pele perfeita e dita o padrão de beleza dos jovens pelo mundo, com grande influência nos jovens gays. O padrão de beleza de ninfetos brancos, magros e definidos não é novo mas a marca o levou ao extremo ao produzir peças de corte "muscle" que só fica bem para quem realmente tem o corpo de modelo asiático. 



Os gayzistas e a ditadura gay

O termo"gayzista" ganhou este ano destaque na mídia e é mais uma criação dos homofóbicos. Ele remete ao Nazismo e, assim como o termo Ditadura Gay,  prega que os militantes gays querem criar um estado paralelo com privilégios, o que passa longe da verdade. Circula na internet até uma lista diferenciando homossexuais de gayzistas, apelido atribuído pelos contrários aos direitos gays aos ativistas e militantes homossexuais. O intuito é confundir, e criar antipatia até dentro da comunidade gays aos seus “representantes”.




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