Coluna do Leitor

Memórias Ecanas com Daniel Ribeiro (Hoje Eu Quero Voltar Sozinho)

Eu sou estudante do sexto semestre de Relações Públicas na ECA-USP. Nesse semestre, eu e mais alguns amigos fizemos um trabalho chamado “Memórias Ecanas”, no qual gravamos uma entrevista com alguém que fez ou faz parte da história da nossa faculdade. Nós escolhemos gravar a entrevista com o cineasta Daniel Ribeiro, diretor do filme “Hoje eu quero voltar sozinho” e do curta “Café com Leite”, duas obras audiovisuais de sucesso e muito importantes para comunidade LGBTQ.



Cura Gay

Tem muita gente precisando da Cura Gay.
 
Gente incomodada com a felicidade dos outros.
Gente que diz ter ordens divinas para criticar.
Gente que quer interferir dentro das quatro paredes alheias.
Gente que fica infeliz quando percebe que outros conseguem ter prazer em todos seus orifícios.
Gente com sede de ódio.
Gente intolerante.
Gente controlada por preconceitos.
Gente que não aceita outro Ser diferente.
Gente infeliz.
Gente incapaz de ser feliz.
 
 



O quanto você ainda é especial para mim

Conheci o Gustavo em Pelotas há 18 anos. Eu era estudante de Medicina e ele de Arquitetura. Lembro do jeito sarcástico e "mais grosso que dedo destroncado" que me fazia rir sem parar. Ele ainda olhava pra minha cara e falava gritando: “Tá achando que eu sou palhaço?!”

Foi amizade automática. Um dia, a gente ficou, depois de uma festa. Aparentemente, fui o primeiro.




Indireta para Deus

- Eu tenho tanto medo de morrer que, vezenquando, para ser suportável viver eu assumo que não vou morrer.

- Eu já tô em contagem regressiva.
 
- A gente sempre tá desde que a gente nasceu.
 
- Mas eu, particularmente, já tô com o prazo de validade vencido.
 
- Por que diz isso?
 
- Adivinha.
 
- Doença?
 
- HIV.



​No inferno tem lugar pra todo mundo

No inferno tem lugar pra todo mundo. A internet é uma via dupla. Para o tanto de conteúdo aproveitável, há o mesmo de desprezível. Esbarrei sem querer com a seguinte notícia: "Pastora ex-lésbica diz que foi ao inferno 15 vezes e viu vale dos homossexuais". Minha primeira reação foi soltar uma gargalhada descontrolada. Não era possível que meus olhos estivessem testemunhando tamanho absurdo. As religiões em geral se apropriam de artifícios mesquinhos com alto teor esquizofrênico quando o assunto é impor medo. Sem o medo do inferno, diabo e de seus deuses, as religiões não se sustentariam.



Uma experiência de quase morte

É assustador quando você percebe que já passou por uma situação em que poderia ter morrido, mas nem se deu conta. Com a homofobia é quase sempre assim, você é agredido apenas por ser diferente. Com o deputado Jean Wyllys é sempre assim, com o teu melhor amigo gay vai ser assim, comigo foi assim.

A minha experiência aconteceu em mais um dia normal de treino, exceto pela presença do meu namorado na plateia. Era costume que as meninas levassem seus namorados porque os jogos acabavam tarde. Era comum também, que eles mantivessem gestos afetivos durante os intervalos.




A nova família!

Em uma das várias conversas que tenho com meus amigos, surgiu aquele batido assunto de o quão os gays são digamos pouco fiéis, dificilmente constituem família estável, etc. Pois bem, é muito fácil observar a quantidade de casais homo que você conhece e que estão juntos há anos e anos com sua relação estável e duradoura, alguns até mesmo casados sob a lei, e com filhos muito bem educados e já preparados para enfrentar as perguntas mais inesperadas sobre sua constituição familiar. Estes casais são raros, conta-se nos dedos e é claro sobram alguns.



De galho em galho - Quanto tempo duram os nossos relacionamentos?

Um mês, seis meses, um ano, oito anos. Quiçá cinquenta. Para quem chegou ou está caminhando em direção à ultima opção, aqui vai a minha salva de palmas. Eu mesmo, o máximo que cheguei foram dois anos, seis meses, vinte e sete dias e oito horas. Mentira! Não sou tão metódico a esse ponto. Mas o tempo aproximado é bem por aí. Li em alguma revista de curiosidades, que relacionamentos gays são tão intensos que a contagem é a mesma dos cachorros, multiplica-se por sete. Será? Fica a dúvida no ar.



Posso ser quem realmente sou? Mas quem sou eu?

Ao longo de toda minha trajetória de vida, por diversas vezes pensei na questão da homossexualidade, talvez por isso estar tão presente em minha vida.

Por toda minha trajetória profissional como recursos humanos e educador de adolescentes que estão em preparação para serem inseridos no mercado de trabalho, me deparei com muitos homossexuais com diversos conflitos internos em relação a sua sexualidade.




A lista emocional secreta

Por Rodrigo Urbanski

Eu, Rodrigo, pretendo criar uma conversa um pouco mais cética no que diz respeito a sexo e todas as relações que podem implicar conquistas, relacionamentos e etc.

Sabe quando você está no ônibus, no trânsito ou apenas divagando sozinho e uma ideia (ou pensamento) que magicamente faz muito sentido lhe vem à cabeça? Pois bem, aqui eu vou tentar transpor os meus pensamentos que, ao meu ver, fazem sentido acerca de relacionamentos e, por consequência, ao sexo.




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